Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 20/03/2019

Brasília, 20 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os investidores começam o dia cautelosos no aguardo da reunião do Fed (Banco Central dos EUA) e da entrevista do presidente da instituição, Jerome Powell. As expectativas giram em torno do cenário prospectivo do Fed cujos agentes de mercado esperam ver apenas uma alta do juro norte-americano neste ano. Ademais, as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que seguem sem acordo, e os receios em relação ao Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) apenas nove dias da data oficial da separação reforçam as preocupações dos players. Nesse sentido, bolsas europeias caem e futuros de bolsas de Nova Iorque trabalham na estabilidade. As commodities caem, enquanto o dólar ganha valor frente as moedas externas.

Interno: A volta do presidente Jair Bolsonaro dos EUA será importante para o avanço da reforma da Previdência. Os líderes partidários definiram que o início da análise da reforma da Previdência está condicionado ao envio, pelo governo, do projeto dos militares, o que está previsto para hoje. Por sua vez, a ala militar do governo defende uma proposta mais branda e a restruturação de cargos cujo impacto fiscal seria reduzido. Na agenda, a decisão da taxa Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária), na primeira reunião sob a gestão de Roberto Campos Neto, não deve alterar a perspectiva de manutenção do juro básico brasileiro. O mercado ficará de olho no comunicado, onde poderá verificar se o novo presidente do BC promoverá alguma alteração na avaliação do cenário econômico.

Bolsa: A sequência de alta do Ibovespa que superou os 100 mil pontos conjugado com o ambiente externo instável devem servir de pretexto para a realização de lucros (venda de papéis para embosar ganhos recentes) por parte dos investidores locais. A queda das commodities e dúvidas sobre a efetividade da proposta de reforma da Previdência dos militares ratificam o viés negativo. As ações de Petrobrás, Vale, Gerdau e Cosan devem ser as mais prejudicadas.
Juros: Em dia de decisão da taxa Selic pelo Copom, a alta do dólar ante as moedas externas (gera pressão da inflação no curto prazo) e incertezas na efetividade fiscal da reforma da Previdência dos militares tendem a pesar e a direcionar para cima os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O fortalecimento do dólar frente as moedas internacionais diante das dúvidas se o Fed (Banco Central norte-americano) indicará uma alta do juro neste ano conjugado com os receios sobre o andamento da reforma da Previdência tendem a impor alta da divisa estadunidense ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.