Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 20/03/2018

Brasília, 20 de março de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados externos ficam de olho na decisão de política monetária dos EUA, bem como na expectativa da divulgação trimestral das projeções dos dirigentes dos indicadores macroeconômicos para avaliar o rumo da trajetória dos juros. Enquanto isso, os investidores operam na cautela por conta dos temores de uma guerra comercial global após o noticiário dizer que o governo norte-americano prepara para impor um pacote de US$ 60 bilhões em tarifas anuais contra a China na próxima sexta-feira. Por ora, commodities metálicas caem e bolsa europeias trabalham ligeiramente no positivo. Já os futuros de bolsa de Nova York operam com volatilidade ainda refletindo a queda das ações do FaceBook. No câmbio, o dólar ganha valor ante as moedas internacionais.

Interno: no primeiro dia de reunião do Copom, a agenda de indicadores é fraca. Por outro lado, o calendário de eventos está mais cheio. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se encontra com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, para discutir a sobretaxa do aço, ao passo que, o presidente Michel Temer conversar com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Nak-Yon Lee sobre adotar algum tipo de ação coordenada para questionar a medida protecionista dos EUA. Ademais, a pressão para que o STF volte a tratar da “prisão após condenação em segunda instância”, por conta do caso do ex-presidente Lula, segue no foco dos investidores.

Bolsa: as perdas acumuladas de 3,44% nos últimos cinco pregões do Ibovespa servem de motivo para os investidores buscarem uma recuperação nesta abertura. No entanto, a conjuntura externa instável e a perspectiva de um discurso pouco mais duro do novo presidente do Fed, Jerome Powel, tende a manter o viés baixista para a bolsa doméstica.
Juros: o início da reunião do Copom, a alta do dólar frente ao Real e expectativas com a decisão de política monetária do Banco Central dos EUA, Fed, tendem a pressionar de forma altista os vencimentos de médio e longo prazos da curva à termo de juros. Nos vértices até o fim do ano os DIs tendem a operar na estabilidade pelo fato dos mercados já terem precificado a taxa Selic em 6,5% ao ano até o fim de 2018.
Dólar: as expectativas de alta dos juros nos EUA e o temor com a guerra comercial entre EUA e China devem prevalecer e impor alta da taxa de câmbio doméstica. Assim, espera-se que o dólar se fortaleça ante ao Real na sessão regular.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.