Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 20/02/2019

Brasília, 20 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados começam o dia com movimentos mistos de olho nas negociações comerciais entre EUA e China e à espera da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto do Banco Central norte-americano). Na questão comercial sino-americana os investidores ainda avaliam que prevalece sentimento de avanço importante nas negociações. Em relação a ata do Fomc, operadores querem verificar qual a possibilidade de que o juro norte-americano suba neste ano. Por ora, bolsas europeias sobem, ao passo que os futuros de bolsas de Wall Street trabalham com volatilidade diante das altas na véspera. As commodities oscilam e o petróleo cede. Já o dólar fortalece frente as divisas de referência (euro, libra inglesa e iene) e oscila ante as moedas emergentes.

Interno: o otimismo demonstrado nos ativos ontem será testado hoje diante das dúvidas sobre a base de apoio que o governo terá para aprovar o texto da reforma da Previdência. Pesa na avaliação dos investidores, no dia, a derrota do governo no projeto que susta o decreto assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão em janeiro que ampliou a funcionários comissionados e de segundo escalão o poder de impor sigilo a documentos públicos. Tudo isso após o imbróglio envolvendo Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral de Governo, responsável pela interlocução do Planalto com o Congresso. Na agenda, o presidente Jair Bolsonaro deve apresentar pessoalmente, hoje, a proposta de reforma da Previdência à Câmara, pela manhã, sendo o grande destaque e ansiosamente aguardado pelos agentes financeiros domésticos.

Bolsa: o ambiente internacional volátil e dúvidas sobre a capacidade de articulação política do governo para avançar a reforma da Previdência tendem a afetar a bolsa doméstica. Assim, o Ibovespa deve cair na sessão regular.
Juros: a manutenção das dúvidas em relação ao apoio político do governo no Congresso, para tocar a reforma da Previdência, e a ligeira alta do dólar frente ao real (câmbio nacional mais depreciado gera pressão na inflação no curto prazo) tendem a impor viés de alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a depreciação das moedas de referência (euro, libra inglesa e iene japonês) e a volatilidade das moedas emergentes todas em relação a divisa norte-americana tende a pesar sobre a taxa de câmbio local. Outro leilão de swap cambial de US$ 516,5 milhões pode limitar o movimento. Desse modo, a divisa norte-americana tende a subir ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.