Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/12/2019

Brasília, 19 de dezembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A aprovação do impeachment de Trump, aprovado ontem pela Câmara dos Representantes, registra impacto modesto. Agora, o processo será encaminhado ao Senado, onde o Partido Republicano do presidente tem maioria e, portanto, pode barrar o avanço do processo. Outros fatores que influenciam os negócios nesta manhã referem-se as decisões dos Bancos Centrais do Japão (que já anunciou manutenção da taxa de depósito de -0,10% ao ano) da Inglaterra (cuja expectativas são de manutenção da taxa bancária em 0,75% ao ano). Mesmo com essas notícias, os agentes aproveitam para realizar parte de lucros com efeitos de queda da bolsas europeias, dos futuros de bolsas de Nova Iorque e das commoditites agrícolas. O dólar cede ante as divisas de referência (euro, libra-inglesa e iene japonês) e ganha valor frente a maioria das divisas emergentes.

Interno: Os sinais de melhora da atividade com a forte alta da confiança da indústria em dezembro e expectativas de criação de 49 mil postos de empregos formais em novembro, a ser divulgado pelo Cadasro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), tendem a sustentar o otimismo com a economia nacional. Na agenda, o investidor local aguardará a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do 4T19 para avaliar mais informações sobre a visão do Bacen sobre inflação e o nível de recuperação da atividade e calibrar as estimativas da taxa Selic para os próximos anos.

Bolsa: O viés ligeiramente negativo nas praças acionárias na Europa e EUA tende a limitar a intensidade de alta do Ibovespa no dia. A conjuntura econômica marginalmente melhor da atividade nacional e expectativas de juros baixos para 2020 sustentam a perspectiva de bons resultados das empresas brasileiras listadas em bolsa.
Juros: A queda do dólar frente ao real (efeito de menor inflação no curto prazo), ajuste das taxas DIs (depois de altas recentes) e perspectivas de juros baixos para o próximo ano tendem a impor baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Bolsa: Apesar dos sinais positivos da economia brasileira e da sequência de leilões de dólares pelo Banco Central, a queda do dólar frente ao real de mais de 3% só neste mês deve estimular pressão de compra pelos operadores. Assim, espera-se volatilidade na paridade real/dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.