Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/12/2018

Brasília, 19 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores trabalham ligeiramente de bom humor diante das expectativas de que o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) indique uma pausa no ciclo de alta do juro básico norte-americano em 2019. Analistas preveem que o Fed poderá adotar tom mais “dovish” (favorável à manutenção de estímulos monetários), o que tende a favorecer ações e a pressionar o dólar e os rendimentos dos Treasuries. O aumento dos riscos econômicos e da inflação bem comportada nos EUA seriam os argumentos favoráveis a essa perspectiva dos analistas. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities metálicas e petróleo sobem, ao passo que o dólar oscila frente as moedas externas.

Interno: a reunião envolvendo os futuros ministros do novo governo e depoimento de ex-assessor de Flávio Bolsonaro estarão no foco do investidores domésticos. Outro fato que pode ajudar foi as declarações dadas ontem por Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional, sobre o apoio de governadores à reforma da Previdência. Ademais, o alívio externo será fundamental no direcionamento dos preços dos ativos financeiros locais diante de uma agenda local fraca no dia.

Bolsa: o ambiente internacional de maior propensão ao risco por parte dos investidores deve ajudar o Ibovespa a buscar um impulso adicional estimulado pela alta das commodities metálicas e do petróleo. Papéis de empresas nacionais com Vale, Gerdau e Petrobrás tendem a serem beneficiadas.
Juros: o mercado financeiro externo positivo e a alta da curva de juros, ontem, estimulado por ajustes, depois da baixa observada nos últimos dias, devem servir de argumento para uma queda dos juros futuros (baixa, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a melhora do humor nos mercados internacionais diante da expectativa de que o Fed (Banco Central dos EUA) indique uma pausa na alta do juro norte-americano em 2019 e isso estimule o fluxo de capital estrangeiro para economias emergentes tende a aliviar a taxa de câmbio brasileira. Assim, o dólar deve ceder frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.