Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/09/2018

Brasília, 19 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores internacionais amanhecem ligeiramente propensos ao risco depois que o Banco do Japão (BoJ) resolveu manter os juros em -0,1% ao ano. Além disso, a previsão de um grande montante de emissões de dívida corporativa nos EUA também influencia a pressão nos juros de 10 anos do governo norte-americano. A disputa comercial entre EUA e China segue no radar, mas com os agentes percebendo que a imposição de novas tarifas pelos americanos ontem foi uma estratégia de negociação visando buscar um acordo com o país asiático. Nesse sentido, bolsas europeias sobem na margem, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque trabalham volatéis. O dólár cede ante as moedas externas e o petróleo cai.

Interno: os mercados domésticos começam o dia sob o impacto da pesquisa Ibope, divulgada ontem à noite, em que mostra um avanço pequeno de Bolsonaro na liderança das intenções de voto (de 26% para 28%) e um forte crescimento do percentual de Fernando Haddad (de 8% para 19%) em apenas sete dias. Isso coloca o candidato Haddad isolado na segunda colocação. Na simulação de segundo turno ambos aparecem empatados. Tais números revelam uma polarização e uma completa indefinição do cenário eleitoral. Na agenda de eventos, a decisão da taxa Selic pelo Banco Central aparece em segundo plano, pois o mercado espera manutenção dos juros básico por conta do baixo crescimento e seu efeito de menor pressão sobre a inflação.

Bolsa: o cenário externo ligeiramente melhor não deve ser suficiente para manter o impulso da Bolsa paulista diante da alta acumulada de quase 4% nessa semana o que favorece a realização de lucros. Ademais, a pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial mostrando um quadro político polarizado e bastante incerto deve ser usado como argumento de venda de papéis de empresas brasileiras.
Juros: leituras da pesquisa Ibope sobre a campanha presidencial brasileira revelando polarização e uma forte competitividade do candidato Jair Bolsonaro (PSL) mesmo com o forte crescimento de Fernando Haddad (PT) nas intenções de voto devem contribuir para uma queda da curva de juros (isso tende a implicar, no dia, em diminuição nos custos de captação e aplicação dos bancos). Essa tendência do mercado se deve por conta da preferência dos agentes financeiros por um candidato da direita.
Dólar: a conjuntura internacional favorável as moedas emergentes devem contribuir para a taxa de câmbio doméstica. No entanto, a leitura da pesquisa Ibope sobre as intenções de voto para presidente do Brasil pode impulsionar ou piorar a paridade real/dólar. Por ora, o viés é de apreciação do real frente ao dólar diante da visão dos investidores de competitividade do candidato Bolsonaro considerado de direita.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.