Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/06/2019

Brasília, 19 de junho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A expectativa de mudança de sinalização por parte dos principais Bancos Centrais da Europa, dos EUA e do Japão para fazer frente aos crescentes riscos de desaceleração acentuada da economia mundial mantêm a cautela dos investidores internacionais. Além de outros indicadores de atividades mostrarem perda de fôlego, o arrefecimento da inflação no Reino Unido e Alemanha apenas reforça as chances de uma ação por parte das principais autoridades monetárias. No calendário, a decisão sobre juros pelo Federal Reseve (Banco Central dos EUA) será o principal destaque. No momento, bolsas europeias operam com sinais mistos, ao passo que os futuros de bolsas de Nova Iorque buscam operar no azul. As commodities e Petróleo caem e o dólar cede ante as moedas de referência (euro, libra-inglesa e iene japonês) e ganha valor frente as divisas emergentes.

Interno: A aprovação de um projeto pelo Senado para derrubar os decretos assinados, em maio, pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibilizaram o porte de armas no País, impôs uma derrota para o governo. Isso pode gerar alguma preocupação aos agentes econômicos domésticos por conta das dúvidas sobre a capacidade de articulação política do governo. Na agenda, a decisão sobre a taxa de juros básica (Selic) pelo Copom e o leilão de títulos públicos pré-fixados pelo Tesouro Nacional serão os destaques .

Bolsa: O cenário externo mais volátil e recente alta do Ibovespa que suscita uma breve realização de lucros tendem a impor queda da bolsa paulista no dia.
Juros: A valorização do dólar ante as moedas emergentes (gera pressão na inflação no curto prazo) e possibilidade de manutenção da taxa Selic hoje em 6,50% devem prevalecer e impor alta dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura internacional oscilante e perspectiva de manutenção da taxa Selic em 6,5% (atrai menos capital externo) deve sobrepor ao leilão de linha de US$ 2,0 bilhões (oferta de dólares) para rolagem de vencimentos de 2 de julho previsto pelo Banco Central. Desse modo, o dólar tende a ganhar valor ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.