Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/03/2019

Brasília, 19 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os mercados seguem em tom positivo por conta das expectativas de que o Fed (Banco Central dos EUA) intensifique o discurso “dovish” (favorável à manutenção de estímulos) e revise suas projeções de elevação de juros para esse ano, diante o contexto de desaceleração global. Também serão monitorados as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem demorar mais do que se previa para ser concluídas, e a questão do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). As commodities metálicas, em especial o minério de ferro, sobe devido ao corte de produção da brasileira Vale. Petróleo opera em alta em reação à indicação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados irão manter cortes na produção até junho deste ano. Bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque seguem escalando para patamares que já são considerados os maiores em pelo menos cinco meses, enquanto o dólar cede ante as moedas externas.

Interno: As expectativas dos investidores domésticos de que o governo enviará amanhã a reforma da Previdência dos militares ao Congressso e anuncie em breve o acordo com a Petrobrás sobre a cessão onerosa podem estimular a compra de ativos. Na agenda, a alta de 1,06% do IGP-M de março, praticamente em linha com o mercado, e o encontro entre os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca às 13h05 com coletiva conjunta às 14h45 serão os destaques.

Bolsa: O ambiente externo positivo especialmente com a alta das commodities e expectativas de envio da reforma da Previdência dos militares amanhã tendem a alavancar o Ibovespa que já está em sua máxima histórica de quase 100 mil pontos. A alta das commodities beneficia principalmente papéis como Petrobrás, Vale, Gerdau e Cosan.
Juros: A queda do dólar ante as moedas externas (tira pressão da inflação no curto prazo) e boas perspectivas com o envio da reforma da Previdência dos militares amanhã, pelo governo, tendem a direcionar para baixo os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O fortalecimento das moedas internacionais frente ao dólar por conta das estimativas de que o Fed (Banco Central norte-americano) continue indicando manutenção dos estímulos monetários neste ano conjugado com a percepção dos agentes domésticos de avanço da reforma da Previdência tendem a impor alta do real ante ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.