Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 19/02/2019

Brasília, 19 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: na ausência de novidades concretas em torno das negociações comerciais entre EUA e China e aproveitando os rumores da possibilidade de recrudescimento da disputa comercial dos norte-americanos com a União Europeia referente as tarifas de importação de automóveis tais notícias estimulam a venda de ativos por parte dos investidores internacionais. A agenda de indicadores dos EUA sem relevância, no dia, e resultados corporativos abaixo do esperado (BHP Billiton, maior mineradora do mundo e HSBC) adicionam mau humor aos operadores e impactam negativamente bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e provocam oscilação do dólar frente as divisas externas. Já as commodities metálicas e o petróleo sobem.

Interno: as incertezas políticas internas, após a exoneração do secretário-geral de Governo, Gustavo Bebianno, geram preocupações entre os investidores domésticos diante do sentimento de dificuldades na articulação política do governo Bolsonaro. Seguindo essa linha, a votação do projeto de securitização das dívidas, prevista para hoje na Câmara, servirá de termômetro para ver como a base aliada se comporta. No calendário, a previsão de alta da arrecadação federal de janeiro de R$ 159 bilhões, depois de ficar em R$ 141,5 bilhões em dezembro será o destaque.

Bolsa: o ambiente internacional negativo e incertezas políticas interna tendem a afetar a bolsa doméstica. Assim, o Ibovespa deve cair na sessão regular.
Juros: as dúvidas em relação ao apoio político do governo no Congresso, para tocar a reforma da Previdência, deve preponderar sobre a apreciação do real ante ao dólar (câmbio nacional mais valorizado tira pressão da inflação no curto prazo). Desse modo os juros futuros tendem a subir (alta, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a valorização da maioria das moedas emergentes ante a divisa norte-americana e o leilão de swap cambial de US$ 516,5 milhões tendem a preponderar sobre as incertezas políticas interna. Desse modo, a divisa norte-americana tende a cair marginalmente ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.