Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/12/2019

Brasília, 18 de dezembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Em ritmo de fim de ano, agenda de indicadores esvaziada e acordo comercial entre EUA e China direcionam os negócios nas praças financeiras internacionais. Na Europa, informações de que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tentará mudanças na lei para impedir mais atrasos no Brexit provocam oscilações em algumas bolsas do velho continente. Ajuda no viés positivo a melhora do índice IFO de sentimento das empresas da Alemanha que subiu em dezembro. Não menos importante, a votação do impeachment contra o presidente americano, Donald Trump, na Câmara dos Representantes será monitorada. Assim, bolsas europeias operam com sinais mistos, enquanto os futuros de bolsas de Nova Iorque sobem. Já as commoditites caem. O dólar ganha valor ante as divisas internacionais aproveitando para recompor valor depois das quedas recentes.

Interno: O fator global estimula a acomodação dos ativos, que deve entrar cada vez mais em clima de final de ano. Ademais, a alta de 2,06% da 2º prévia do IGP-M de dezembro, vencimento de Futuro de Ibovespa e leilão de linha de US$ 1,25 bilhão pelo Banco Central completam os eventos que devem direcionar os ativos financeiros locais.

Bolsa: Apesar da queda das commodities e da volatilidade das bolsas europeias que exerce pressão de baixa no Ibovespa, os sinais de reação da atividade e avanço das discussões econômicas no Congresso tendem a alivar o viés negativo externo. O vencimento de Futuro de Ibovespa de dezembro e conjunto com esses fatores devem deixar a bolsa paulista operando com volatilidade.
Juros: A alta da 2º prévia do IGP-M e fortalecimento do dólar frente as divisas internacionais (pressão de alta do índice de preços no curto prazo) tendem a impor elevação dos juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: Apesar da alta do dólar frente as moedas internacionais, o leilão de linha de US$ 1,25 bilhão e de mais US$ 500 milhões em leilão à vista, ambos pelo Banco Central, devem pesar e impor alta do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.