Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/12/2018

Brasília, 18 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os sinais de desaceleração da economia global, a avaliação de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão e também à espera de uma nova elevação de juros pelo Federal Reserve deixam os mercados trabalhando com viés negativo. Por ora, bolsas europeias operam majoritariamente em queda, enquanto os futuros de bolsas de Wall Street ensaiam uma recuperação, mas não há firmeza no movimento. No mercado cambial, o dólar cede ante a maioria das divisas externas, ao passo que as commodities metálicas e o petróleo caem.

Interno: investidores domésticos ficam de olho na possibilidade de votação no Congresso do Orçamento de 2019, mas segundo as notícias, os parlamentares pressionam nos bastidores para deixar a votação para o ano que vem para conseguir mais emendas. Na agenda, a deflação de 1,15% da segunda prévia do IGP-M de dezembro, acima das expectativas, e ata do Copom serão destaques.

Bolsa: a sem forças para justificar uma recuperação mais firme as praças acionárias ocidentais (EUA e Europa) seguem operando com viés negativo. A queda das commodities metálicas e do petróleo devem impor queda dos papéis de empresas nacionais (Vale, Gerdau e Petrobrás).
Juros: a fraqueza do dólar, frente a maioria das moedas externas, e da inflação (queda de 1,15% da 2º prévia do IGP-M) são vetores favoráveis a queda dos juros futuros. Contudo, a ata do Copom indicando maior flexibilidade para condução da taxa Selic, ou seja, pode subir o juro básico antes do previsto tende a servir de argumento para a alta dos juros futuros (aumento, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a queda do dólar frente a boa parte das moedas externas e leilão de swap cambial pelo Banco Central brasileiro são fatores positivos para a taxa de câmbio doméstica. Entretanto, incertezas orçamentária brasileira para 2019 pode segurar as cotações. Nesse sentido, o dólar deve oscilar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.