Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/09/2018

Brasília, 18 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o anúncio de novas tarifas pelos EUA, sobre importações chinesas, é recebido de forma tranquila pelos mercados internacionais. Como a medida já era esperada e o fato de a elevação das tarifas ser escalonada, com entrada em vigor da alíquota de 25%, sobre importações de produtos chineses no montante de US$ 200 bilhões, apenas em 2019 também serve de motivo para os agentes aproveitarem os preços mais baixos dos ativos financeiros para comprar. Nesse sentido, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities metálicas e petróleo sobem. Por outro lado, a decisão da China de retaliar a tarifação dos norte-americanos provoca cautela no câmbio, fazendo o dólar ganhar valor frente a maioria das divisas internacionais.

Interno: os investidores locais demonstraram ontem por meio da precificação dos ativos que a força da candidatura de Bolsonaro nas simulações de segundo turno melhoram a taxa de câmbio, a bolsa e os juros. O temor dos agentes se refere a crescente competitividade de Fernando Haddad e suas implicações na incerteza de uma eventual disputa entre um candidato da esquerda e da direita. Na agenda de eventos, a pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial é o destaque do dia.

Bolsa:  a melhora do ambiente externo com a alta das bolsas e das commodities metálicas e petróleo (influencia papéis de Petrobrás, Vale, Gerdau, etc) e as oportunidades de compra de papéis tendem a contribuir positivamente para o Ibovespa no dia. Contudo, a pesquisa Ibope sobre a disputa presidencial a ser divulgada pode limitar o volume de negócios.
Juros: a grande incerteza sobre a condução futura do País e da economia diante da corrida eleitoral ainda deve afetar o desempenho da curva de juros na sessão regular. No primeiro dia de reunião do Copom para decidir sobre a taxa Selic, investidores locais direcionam as atenções para divulgação da pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial. Assim, os juros futuros devem subir em todos os prazos (implica em pressão nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a queda das moedas emergentes frente ao dólar e quadro eleitoral incerto no âmbito nacional devem colocar a moeda norte-americana novamente na trajetória de alta frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.