Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/08/2017

Brasília, 18 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as tensões geradas por mais um episódio de terrorismo no velho continente, as bolsas europeias operam no vermelho. Além disso, a situação política nos EUA é outro ponto de mal estar diante do crescente isolamento do presidente Donald Trump. Assim, o dólar perde valor ante a maioria das divisas externas.

Interno: a grave situação fiscal e as incertezas políticas dentro da base do governo crescem após o programa de rádio e TV do PSDB veiculado ontem gerar fortes críticas entre os próprios ministros e deputados do partido. A nova crise política pode minar a coesão para aprovar as importantes medidas de caráter fiscal (TLP, Refis, medidas do funcionalismo e reforma da Previdência).

Fechamento dos mercados 17/08/2017

Ibovespa: correção de preços após quatro pregões consecutivos de alta fez o Ibovespa fechar aos 67.976 pontos, baixa de 0,9%. Investidores usaram como argumento o cenário internacional adverso por conta das dúvidas da governabilidade de Trump e do atentado terrorista em Barcelona.

Juros futuros: a alta do dólar ante ao real e incertezas políticas quanto ao apoio do governo no Congresso impuseram elevação da estrutura à termo de juros. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,115% (de 8,12%), 8,13% (de 8,08%) e 9,50% (9,41%), respectivamente.

Dólar: incertezas políticas nos EUA e no Brasil associado ao atentado terrorista em Barcelona reforçou a forte alta do dólar de 0,94%, aos R$ 3,1769.

Bolsa: o cenário externo mais cauteloso com queda de bolsas europeias e das commodities e os níveis elevados de resistência em que se encontram o Ibovespa devem impor ligeira queda para o índice acionário paulista. Importante destacar a surpreendente resiliência do mercado acionário local motivado pelos sinais de recuperação da atividade e pela queda dos juros.
Juros: as incertezas políticas quanto a tramitação da nova meta fiscal na Comissão Mista do Orçamento, na próxima semana, após a controversa peça publicitária do PSDB, na noite de ontem, devem impor alta dos DIs de médio e longo prazo. Já os vecimentos mais curtos tendem a operar na estabilidade.
Dólar: embora o dólar esteja depreciando ante a maior parte das divisas internacionais, a falta de espaço para melhora consistente do ambiente local tendem a depreciar a taxa de câmbio doméstica. A situação fiscal grave e as indefinições políticas reforçam a perspectiva de piora do dia.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.