Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/07/2019

Brasília, 18 de julho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A safra de balanços corporativos e incertezas sobre as negociações comerciais entre EUA e China dão o tom negativo dos ativos financeiros. Os declínios de venda e alerta de lucros menores de empresas europeias reforçam o mau humor dos investidores. Por ora, as bolsas do velho continente, futuros de bolsas de Nova Iorque e as commodities agrícolas e metálicas caem, ao passo que o Petróleo sobe. O dólar oscila ante a maioria das divisas.

Interno: Os agentes domésticos trabalham com foco nas iniciativas do governo para estimular a economia nacional. O recesso parlamentar que tira o andamento da reforma da Previdência do centro das discussões direciona as atenções para as promessas de medidas para dar um “tranco” na atividade. A liberação dos saldos do FGTS de contas ativas e o “choque de energia barata”, com abertura do mercado de gás e acordo com a Petrobrás para estimular a concorrência no setor, são aguardados pelos investidores locais. Alguns analistas dizem que essas medidas devem ter efeito transitório e pouco impacto, pois não ataca os problemas estruturais (taxa de desemprego elevado, ineficiência dos gastos públicos e alta carga tributária).

Bolsa: Na ausência de fatos relevantes, prevalece o tom cauteloso entre os investidores internacionais. A desaceleração da economia mundial diante das indefinições da guerra comercial entre EUA e China e o vazio de notícias em relação a reforma da Previdência devem derrubar o Ibovespa.
Juros: A fraqueza da atividade doméstica e pouco entusiasmo com as notícias de estímulo da economia pelo governo brasileiro terá como contraponto a oscilação do dólar frente as demais divisas (gera pressão na inflação no curto prazo). Assim, os juros futuros tendem a operar na estabilidade (sem alteração, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A volatilidade do dólar frente as demais moedas externas e falta de novidades locais devem impor volatilidade da taxa de câmbio brasileira. Assim, o dólar deve oscilar ante a moeda doméstica.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.