Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/02/2019

Brasília, 18 de fevereiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a semana começa com feriado nos EUA o que provoca redução dos negócios e por consequência da liquidez dos mercados. A sessão asiática fechou no azul por conta das sinalizações positivas do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre as negociações comerciais com a China. Os dois países voltam a se encontrar nesta semana e avanços estão sendo reportados. Na Europa, as bolsas operam com sinais mistos em meio a novas complicações para as negociações de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Por ora, commodities metálicas e petróleo sobem, enquanto o dólar oscila frente as divisas externas. A agenda de indicadores e eventos de mercado traz os números de de encomendas de bens duráveis e de atividade industrial e de serviços dos EUA além das atas de política monetária do Fed (Banco Central dos norte-americana) e do Banco Central Europeu (BCE).

Interno: as recentes tensões políticas no governo Bolsonaro que deve provocar a saída do secretário-geral de Governo, Gustavo Bebiano, tem capacidade de agregar cautela e volatilidade nos mercados locais. A preocupação dos agentes é de que tal imbróglio político seja capaz de atrasar a reforma da Previdência. O calendário doméstico prevê a divulgação na semana da sondagem da indústria de fevereiro, dos dados do mercado de trabalho do quarto trimestre de 2018 e do IPCA-15 de fevereiro.

Bolsa: a redução dos negócios em virtude do feriado nos EUA e o desempenho das praças acionárias europeias aliado aos recentes desdobramentos políticos interno tendem afetar a bolsa doméstica. Ademais, o vencimento de opções sobre ações e seu exercício na primeira metade do dia adiciona maior volatilidade às negociações com papéis de companhias brasileiras. Assim, o Ibovespa deve apresentar oscilação no dia.
Juros: a recente instabilidade política no governo Bolsonaro e suas implicações para o apoio dos parlamentares à reforma da Previdência associado a oscilação do dólar frente as moedas externas devem impor alta dos juros futuros (alta, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a oscilação da divisa norte-americana frente as moedas internacionais, a menor liquidez do mercado internacional e a instabilidade política do governo tende a pressionar a taxa cambial brasileira. Desse modo, a divisa norte-americana tende a subir frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.