Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 18/01/2019

Brasília, 18 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: expectativas de avanços nas negociações comerciais entre EUA e China alimentam o bom humor dos investidores internacionais. O Wall Street Journal noticiou ontem que o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, propôs suspender algumas ou todas as tarifas adicionais impostas a importações chinesas no ano passado, numa tentativa de persuadir Pequim a fazer concessões maiores no diálogo comercial com Washington. Membros do governo norte-americano negaram o rumor, mas isso não alterou a visão de que há boa vontade para alcançar um acordo. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, petróleo e commodities sobem. Quanto ao câmbio, o dólar sobe frente as moedas externas por conta da perspectiva de menor crescimento da China previsto para 2018.

Interno: as disputas internas contra a reforma da Previdência preocupam os investidores locais. Prosseguem notícias de pressão dos militares para ficarem de fora da reforma. Ademais, a repercussão da suspensão das investigações no episódio envolvendo o ex-assessor de Flávio Bolsonaro também completa as notícias negativas para o dia. A preocupações dos analistas é de que o caso Queiroz possa impactar a imagem do governo e prejudicar seu apoio político para a reforma da Previdência.

Bolsa: a alta nos mercados acionários globais e das commodities tem potencial de impulsionar o Ibovespa. Contudo, o noticiário negativo em relação a reforma da Previdência e os fatos novos envolvendo o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, geram desconforto. Assim, o Ibovespa deve operar na estabilidade com ligeiro viés de baixa no pregão regular.
Juros: a alta do dólar ante as moedas externas, disputas dentro do governo sobre abrangência da reforma da Previdência e desgaste com o caso do ex-assessor de Flávio Bolsonaro tendem a impactar para cima os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos)
Dólar: a manutenção do fortalecimento do dólar ante as moedas internacionais diante das preocupações de desaceleração econômica da China associado ao noticiário interno ruim sobre a reforma da Previdência, bem como o caso do ex-assessor de Flávio Bolsonaro devem impor alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.