Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 17/12/2019

Brasília, 17 de dezembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os investidores internacionais seguem no aguardo de detalhes do acordo comercial firmado na última semana entre EUA e China, visando avaliar a consistência do entendimento. No campo corporativo, preocupa os agentes o alerta da Unilever sobre o menor desempenho de vendas. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e as commoditites agrícolas caem. Dólar opera com volatilidade ante as divisas internacionais.

Interno: A proximidade do encerramento do ano político traz a discussão do Orçamento de 2020 e os destaques do Projeto de Lei do Saneamento. Na agenda financeira, a ata do Copom deve indicar que a próxima decisão do Banco Central em relação a taxa Selic ficará em aberto, ou seja, com a autoridade podendo parar ou reduzir marginalmente o juro básico.

Bolsa: Aproveitando os pequenos ajustes de preços lá fora, o Ibovespa tende a passar por alguma realização de lucros (embolsar ganhos depois das recentes altas dos papéis). Enquanto não há informações concretas sobre o acordo comercial sino-americano, investidores domésticos devem vender os papéis no dia.
Juros: A surpresa com a força da pressão da inflação doméstica e números melhores da atividade doméstica devem se sobrepor a volatilidade do dólar frente as divisas internacionais (alta do índice de preços no curto prazo). Assim, os juros futuros tendem a subir (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: Apesar da volatilidade do dólar frente as moedas internacionais, o leilão de linha de US$ 1,25 bilhão pelo Banco Central deve pesar e impor alta do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.