Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 17/09/2018

Brasília, 17 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: as mensagens do presidente norte-americano, Donald Trump, de que pode levar adiante nova imposição de tarifas sobre mais de US$ 200 bilhões em produtos chineses deixam autoridades de Pequim reticente em aceitar a nova proposta americana de diálogo. Na Europa, a notícia de que o governo da Itália está mostrando mais compromisso do governo local com o controle dos gastos públicos e a inflação ao consumidor da zona do euro em agosto sem supresas não consegue animar os investidores. Nesse sentido, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities agrícolas e metálicas operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor ante as moedas emergentes.

Interno: os temores com o avanço dos extremos ao segundo turno das eleições presidenciais, após a pesquisa Datafolha da última sexta mostrar a consolidação da liderança das intenções de voto de Bolsonaro e crescimento da candidatura de Haddad que empata com Ciro deixam os agentes financeiros locais tensos. Para hoje serão divulgados novas pesquisas do BTG e da CNT/MDA que podem movimentar os negócios. Na agenda de indicadores, o índice de atividade econômica (IBC-Br) do Banco Central registrando alta de 0,57% em julho ante ao mesmo mês do ano passado, acima das expectativas de 0,1%, é o destaque.

Bolsa: a piora do ambiente externo com a queda das bolsas e commodities (afeta papéis de Petrobrás, Vale, Gerdau, Cosan etc) e quadro eleitoral bastante adverso tendem a impor queda do Ibovespa no dia.
Juros: a melhora do indicador de atividade econômica (IBC-Br) do Banco Central brasileiro não deve ser suficiente para aliviar os ânimos dos investidores locais. A alta do dólar frente ao real e seus potenciais impactos sobre a inflação doméstica no curto prazo e cenário eleitoral incerto tendem a elevar os juros futuros (implica em pressão nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar:  a conjuntura internacional ruim e quadro eleitoral adverso no âmbito nacional devem colocar o dólar novamente na trajetória de alta frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.