Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 17/08/2017

Brasília, 17 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados adotam uma postura cautelosa nesta abertura, em meio as declarações do presidente Donald Trump dos EUA sobre os episódios de violência ocorrido no final de semana no país. Tal fato provocou executivos de alto escalão abandonarem os conselhos na gestão Trump por conta desses eventos. Nesse sentido, bolsas europeias e commodities operam em baixa enquanto o dólar ensaia alta ante as demais divisas.

Interno: os graves problemas fiscais e as incertezas com a aprovação das medidas (contenção de gastos públicos anunciados na terça-feira) e da reforma da Previdência sustentam a apreensão os investidores locais. Ademais, segue no radar a Medida Provisória que trata da nova Taxa de Longo Prazo – TLP – para os contratos do BNDES na Comissão Especial Mista.

Fechamento dos mercados 16/08/2017

Ibovespa: em dia de vencimento futuro de Ibovespa e perspectiva de redução dos juros pelo Banco Central em 1pp trouxe ânimo para os investidores. Assim, a bolsa paulista fechou aos 68.594 pontos com alta de 0,35%.

Juros futuros: a queda do dólar ante ao real e deflação do IGP-10 de agosto (-0,17%) ajudaram a estrutura à termo de juros registrar ligeira queda nos vencimentos curtos. Já os demais vencimentos subiram com dúvidas sobre as medidas fiscais propostas pelo governo. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,12% (de 8,135%), 8,08% (de 8,03%) e 9,41% (9,34%), respectivamente.

Dólar: a ata do Fed apontando fraqueza da inflação nos EUA, com interpretação pelo mercado de um documento com tom suave, proporciou a visão de que pode haver atraso na continuidade na elevação dos juros no país. Tal evento ratificou o movimento de queda do dólar ante as demais moedas externas. Assim, o dólar encerrou cotado a R$ 3,1473, em baixa de 0,63%.

Bolsa: a quarta alta seguida do Ibovespa observada até ontem e o quadro externo ligeiramente avesso ao risco devem impor rodada de correção dos preços no Ibovespa durante a sessão.
Juros: conjuntura internacional de aversão ao risco e expectativa de leilão do Tesouro de papéis pré-fixados (LTN) e pós-fixados (LFT) devem pressionar de forma altista os prêmios dos DIs de médio e longo prazo. Os vencimentos curtos já precificam o corte da taxa Selic em 1pp e por isso tendem a trabalhar na estabilidade.
Dólar: preocupações dos investidores com a grave situação fiscal e dúvidas sobre a aprovação das medidas de contenção de gastos públicos que dependem do Congresso aliado ao quadro externo ruim tendem a impor alta do dólar ante ao real. Além disso, deve ocorrer ajuste da cotação após três quedas consecutivas.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.