Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 17/01/2019

Brasília, 17 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores começam o dia mais pessimistas diante de novas ações de autoridades norte-americanas contra a gigante de tecnologia chinesa Huawei. Um grupo bipartidário de congressistas nos EUA apresentou projetos de lei para impedir venda de chips e de outros componentes americanos para a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies e outras companhias chinesas do setor que violes sanções ou leis de exportações dos EUA. Tudo isso acontece em meio a confirmação da visita do vice-primeiro-ministro chinês a Washington no final de mês. Ademais, o impasse do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) também segue no foco, assim como os efeitos econômicos da paralisação parcial do governo dos EUA. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, petróleo e commodities metálicas caem, enquanto o dóla sobe frente as moedas emergentes.

Interno: ainda no aguardo de novidades sobre a reforma da Previdência, operadores locais direcionam suas atenções para as eleições para as mesas diretoras no Congresso Nacional. No momento, os candidatos Rodrigo Maia (Câmara) e Renan Calheiros (Senado) são os mais cotados para vencer a disputa para a presidência das casas. No calendário, a perspectiva de alta modesta de 0,1% no indicador de atividade do Banco Central (IBC-Br) em novembro e leilão de títulos públicos pré-fixados pelo Tesouro Nacional são os destaques.

Bolsa: a baixa nos mercados acionários europeus e as expectativas para as eleições para as mesas diretoras no Congresso Nacional devem servir de pretexto para os agentes corrigirem preços. Assim, o Ibovespa deve cair no pregão regular.
Juros: a alta do dólar ante as moedas emergentes tende impactar a parte de médio e longo prazo dos juros futuros. Por outro lado, os vencimentos de curto prazo (até abril de 2020) devem trabalhar em baixa por conta do ritmo fraco da atividade nacional. Desse modo, deve haver custos de captação e aplicação distintos por prazo.
Dólar: o fortalecimento do dólar ante as moedas ligadas a commodities diante das questões comerciais entre EUA e China, além das indefinições sobre o Brexit tendem a pesar sobre a taxa de câmbio doméstica. A ausência de fatos novos internamente corrobora o viés de baixa do real frente a divisa estadunidense.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.