Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/10/2019

Brasília, 16 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O aumento da incerteza sobre as negociações comerciais sino-americanas e a indefinição sobre um acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) deixam os mercados operando na cautela. O Ministério de Relações Exteriores chinês ameaçou retaliar os EUA se um projeto aprovado, ontem, pela Câmara dos Representantes americana em defesa dos manifestantes em Hong Kong se tornar lei no país. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque oscilam, enquanto as commodities metálicas e agrícolas caem. O petróleo sobe moderadamente, ao passo que o dólar trabalha com volatilidade ante a maioria das divisas internacionais.

Interno: A aprovação da MP 886 que reformula a estrutura do Poder Executivo e transfere o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para a Casa Civil traz algum alívio, pois reduz a percepção de piora no avanço da agenda legislativa em função da crise entre o PSL e Bolsonaro. Ademais, o Senado aprovou ontem à noite a divisão de recursos da cessão onerosa com Estados e Municípios. Na agenda, a alta de 0,77% do IGP-10 de outubro, em linha com as estimativas do mercado, acelerou em relação a elevação de 0,29% do indicador observado em setembro.

Bolsa: Prevalece o tom cauteloso nas praças acionárias globais diante das incertezas em relação as negociações sino-americanas, bem como as indefinições sobre o Brexit. Assim, o Ibovespa deve cair principalmente por fatores técnicos (realização de lucros depois de cinco pregões consecutivos de alta) e pelos argumentos de cenário externo instável.
Juros: A volatilidade do dólar frente a maioria das moedas externas (gera pressão na inflação no curto prazo) e aceleração do IGP-10 deve impor alta dos juros de vecimentos mais longos. Para os DIs de prazos até fim de 2020 os juros futuros tendem a cair por conta do andamento da agenda econômica no Congresso (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos para prazos superiores a 2020).
Dólar: A moeda norte-americana deve operar de forma volátil frente ao real devido à cautela no exterior e com um otimismo local, em linha com a perspectiva de ingresso de fluxo estrangeiro para o megaleilão da cessão onerosa.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.