Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/08/2017

Brasília, 16 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: sem fatos novos em relação às tensões geopolíticas, os investidores ficam atentos ao Federal Reserve diante da divulgação da ata da última reunião na tarde de hoje. Analistas acreditam que o texto deve manter a linha dos ajustes graduais, mas pode reafirmar a perspectiva de início do acerto do balanço no curto prazo. Na agenda de indicadores, os números da construção devem mostrar alta na margem. Por ora, bolsas, commodities e moedas emergentes ganham valor.

Interno: a repercussão aos anúncios das novas metas fiscais na noite de ontem confirmando as valores de déficit de R$ 159 bilhões para 2017 e 2018 será o destaque para movimentar os negócios financeiros. Percebeu-se uma das primeiras reações da agência de classificação de risco Standart & Poor´s que retirou a observação negativa do rating, afastando o risco de um novo rebaixamento na nota soberana nacional.

Fechamento dos mercados 15/08/2017

Ibovespa: a manutenção do cenário externo mais ameno e investidores minimizando as incertezas do cenário doméstico quanto a revisão das metas fiscais proporcionou alta do Ibovespa pelo terceiro pregão consecutivo. Assim, a bolsa paulista fechou aos 68.355 pontos com alta de 0,10%.

Juros futuros: a estrutura à termo de juros apresentou queda diante das expectativas das revisões das metas fiscais do governo federal. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,135% (de 8,165%), 8,03% (de 8,06%) e 9,35% (9,40%), respectivamente.

Dólar: o desmentido do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que ocorreria um déficit de R$ 170 bilhões neste ano e expecativas do mercado com as revisões das metas de 2017 e 2018 na casa de R$ 159 bilhões favoreceu o real ante ao dólar. Assim, o dólar encerrou cotado a R$ 3,1745, em baixa de 0,79%.

Bolsa: o reconhecimento do esforço da equipe econômica em conter os gastos públicos e anunciar déficit fiscal maior, porém em linha com as previsões do mercado deve ajudar o Ibovespa a manter o viés de alta. Lembrando que hoje tem vencimento de Ibovespa Futuro e isso pode provocar alguma volatilidade na abertura dos negócios.
Juros: o anúncio das nova metas fiscais em linha com o estimado pelo mercado e a reação positiva pela agência S&P no qual retirou a observação negativa do rating brasileiro tendem a impactar os DIs de forma baixista os prazos de médio e longo prazo. Os vértices de curto prazo devem operar na estabilidade.
Dólar: a revisão das metas fiscais do governo para 2017 e 2018 para déficit de até R$ 159 bilhões e principalmente a retirada pela agência de classificação de risco S&P da observação negativa para possível rebaixamento da nota doméstica ontem tendem a apreciar o real ante ao dólar no dia.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.