Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/05/2018

Brasília, 16 de maio de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os mercados amanhecem ainda em tom negativo influenciados pelas negociações comerciais entre Washington e Pequim e as articulações políticas visando um acordo de coalizão na Itália. Na agenda de indicadores, será monitorado dados do mercado imobiliário e da produção industrial que têm expectivativas de bons números. Por ora, bolsas europeias operam de forma mista com algumas perdendo valor e outras operando marginalmente no azul. Já os futuros de bolsa de Nova Iorque trabalham com viés de baixa, assim como as commodities.

Interno: a decisão do Copom sobre a taxa Selic será o foco dos investidores domésticos diante da expectativa com o comunicado para entender como o Bacen abordará o cenário externo e a recente escalada do dólar ante ao real. A ideia é ajustar as apostas sobre o momento da reversão da política monetária no horizonte relevante. Os agentes esperam que a taxa básica seja reduzida em 0,25pp com a Selic atingindo 6,25%. Quanto aos indicadores, o índice de atividade do Banco Central (IBC-Br) registrou recuo de 0,74% MoM e -0,66% YoY em março, pior que o estimado pelos analistas, -0,30% MoM e 0,20% YoY. Por outro lado, o IGP-10 maio veio acima dos 1,07% estimado pelo mercado, avançou de 0,56% MoM em abril para 1,11% MoM em maio.

Bolsa: baixo apetite ao risco do mercado internacional, queda das commodities e recuo da atividade doméstica (-0,74% em março do IBC-Br) tendem a empurrar o Ibovespa para o terreno negativo no dia.
Juros: o avanço dos juros norte-americanos, alta do dólar e IGP-10 de maio maior que o esperado são vetores que atuam a favor de alta dos prêmios dos DIs. No entanto, a queda de 0,13% no primeiro trimestre de 2018 contra o primeiro trimestre de 2017 da atividade econômica registrada pelo IBC-Br de março atua como força contrária. Assim, devem operar na defensiva, sem grandes oscilações nos vértices curtos, em dia de decisão do Copom. Os DIs de médio e longo prazo devem subir reagindo ao exterior.
Dólar: o dólar deve subir ante ao real em linha com o movimento de queda das divisas externas por conta do avanço dos juros norte-americanos, bem como pelas preocupações geopolíticas.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.