Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/03/2017

Brasília, 16 de março de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o tom nos mercados internacionais inicia nesta quinta-feira positivamente, após o Fed (Banco Central dos EUA) ter elevado os juros em 0,25pp ontem e sinalizar que o ritmo será gradual, ou seja, perspectiva de mais duas altas em 2017. Assim, bolsas renovam ganhos, dólar cede ante algumas divisas externas e commodities sobem. Ademais, a vitória do primeiro ministro Mark Rutte da Holanda afasta o risco da linha de extrema direita crescer na Europa.

Interno: a conjuntura externa amena e a alteração da perspectiva do rating de negativa para neutra pela Moody´s divulgado no final da sessão negocial de ontem deve repercutir de forma positiva nos ativos financeiros locais. Esses eventos devem ter maior peso nos negócios hoje compensando a decisão desfavorável do STF sobre o PIS/Cofins (pode custar R$ 20 bilhões ao ano para o governo) e a rolagem parcial de swap cambial pelo Bacen.

 

Bolsa: Cenário global positivo - decisão do Fed de manter o gradualismo - e mudança de perspectiva de rating do Brasil pela Moody´s devem fortalecer o Ibovespa no dia. Vale lembrar que a crise política (efeito da "nova lista do Janot") e as indicações de atraso na agenda de reformas podem limitar o ímpeto da bolsa doméstica.
Juros: O ambiente político ainda conturbado por conta da "nova lista do Janot", protestos ao redor do país contra a reforma da previdência e decisão do STF de impor perdas às contas públicas (exclusão do ICMS do cálculo do PIS/Cofins) são fatores de pressão sobre a curva de juros. No entanto, o bom humor dos investidores externos após o Fed e a decisão da Moody´s de alterar a perspectiva da nota soberana brasileira devem fazer os DIs cairem.
Dólar: Em linha com o esperado do Fed de manter o gradualismo quanto ao ritmo de alta dos juros básico dos EUA, a moeda americana tende a ceder ante ao real. Além disso, a decisão da agência de classificação de risco, Moody´s, de melhora a perspectiva da nota do Brasil devem reforça a apreciação da moeda local.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.