Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/01/2020

Brasília, 16 de janeiro de 2020

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A assimilado pelos agentes o desfecho da fase 1 do acordo comercial sino-americano, os mercados reagem cautelosamente diante das incertezas sobre o cumprimento das metas assumidas pela China. Por enquanto, o tema sai dos holofotes até o ressurgimento das tensões no médio prazo. O foco dos investidores são direcionados para a temporada de balanços corporativos e indicadores. No calendário, a previsão de ligeira alta das vendas no varejo norte-americano de dezembro ajuda no movimento de alta dos futuros de bolsas de Nova Iorque. Por outro lado, as bolsas europeias e as commodities agrícolas caem, enquanto o dólar oscila frente as divisas externas.

Interno: Seguindo a fraqueza dos números fracos da produção industrial, do setor de serviços e das vendas no varejo, os investidores locais terá o IBC-Br (prévia do PIB elaborado pelo Banco Central) para assimilar. As previsões do IBC-Br é de ligeira queda de 0,1% em novembro. Nesse sentido, caso se confirme as projeções pode ampliar as apostas de queda do juro básico na próxima reunião do Copom nos dias 4 e 5 de fevereiro. Do lado positivo, a notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, citou a prioridade nas discussões da reforma tributária e a retomada do relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) ajuda na visão de melhora da eficiência da economia brasileira.

Bolsa: O cenário externo volátil para as bolsas do globo associado as incertezas para o crescimento econômico brasileiro tendem a impor queda do Ibovespa no pregão regular.
Juros: A queda do dólar frente ao real (tira pressão da inflação no curto prazo) será contrabalançado pela perspectiva de queda do IBC-Br e pelo leilão do Tesouro Nacional de papéis pré-fixados. Assim, os juros futuros tendem a subir (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A permanência do clima de maior cautela por parte dos investidores internacionais associado a atividade econômica ainda fraca no país devem impor nova depreciação do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.