Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 16/01/2019

Brasília, 16 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados globais operam de forma mista diante do desenrolar do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), após a derrota sofrida pela primeira-ministra, Theresa May, diante da rejeição do Parlamento britânico ao seu acordo de saída. Nesta tarde deve ocorrer no Parlamento inglês outra votação de não confiança na gestão de May. As expectativas são de que a premiê inglesa consiga se manter no posto. Ademais, investidores estarão atentos aos balanços corporativos nos EUA e ao Livro Bege do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) que compila dados econômicos do país. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsas de Nova Iorque operam com sinais divergentes, enquanto as commodities agrícolas e metálicas sobem. Petróleo cai e o dólar ganha valor frente a maioria das divisas externas.

Interno: as especulações de que a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro poderá ser apresentado até o próximo domingo (20), reduz a expectativa dos agentes em relação ao tema. Em meio ainda à indefinição sobre a profundidade dos ajustes fiscais no novo governo, o foco dos investidores domésticos deve ser direcionado para a situação das finanças dos estados, com a notícia de que Goiás deve aderir ao plano de socorro do governo federal. Na agenda, a deflação de 0,26% do IGP-10 de janeiro, superior as estimativas de -0,05%, será o destaque.

Bolsa: a volatilidade nos mercados acionários no mundo e indefinição sobre as propostas de ajuste fiscal brasileiro deve deixar o Ibovespa também na oscilação no pregão regular.
Juros: a alta do dólar ante as moedas externas e incertezas no âmbito do ajuste das contas públicas nacionais devem impor alta dos juros futuros (aumento, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: o fortalecimento do dólar ante as moedas internacionais diante das indefinições sobre o Brexit e falta de propostas efetivas para equilibrar as contas públicas brasileiras dão viés de baixa do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.