Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/08/2017

Brasília, 15 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a diminuição do nervosismo com um conflito entre EUA e Coreia do Norte impacta positivamente as bolsas internacionais. No entanto, commmodities e moedas emergentes recuam no aguardo de dados importantes da economia norte-americana.

Interno: o clima segue apreensivo diante da situação fiscal preocupante com as dificuldades do governo de fechar as novas metas fiscais de 2017 e 2018. As especulações dão conta de que o déficit seja de R$ 159 bilhoes para os dois anos, como sendo o cenário mais provável. Na agenda econômica, as expectativas são de alta (0,5%) para as vendas no varejo de junho.

Bolsa: embora o ambiente externo permaneça no positivo, investidores locais devem aproveitar a queda das commodities para corrigir preços após escalada do Ibovespa na última semana.
Juros: as incertezas quanto as novas metas fiscais do governo federal deve ser contrabalançado pelos dados de vendas no varejo cujas previsões são de uma pequena alta de 0,5% em junho. A elevação do dólar frente as moedas emergentes deve pressionar para cima também a parte de médio e longo prazo da curva à termo de juros. Para os vencimentos até o fim do ano os DIs deve operar na estavbilidade.
Dolar: as expectativas com os dados econômicos dos EUA deixam as moedas internacionais em queda frente a divisa estadunidese. Ademais, à espera da revisão das novas metas fiscais também devem impor queda do real ante ao dólar na sessão regular.

 

Fechamento dos mercados 14/08/2017

Ibovespa: o abrandamento da tensão geopolítica no exterior beneficiou fortemente o Ibovespa que encerrou aos 68.284 pontos, com alta de 1,37%, porém sem volume expressivo.

Juros futuros: a estrutura à termo de juros apresentou ligeira estabilidade diante da melhora externa e da dissipação dos rumores de que o governo deixaria caducar a proposta da TLP. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,165% (de 8,16%), 8,06% (de 8,14%) e 9,40% (9,39%), respectivamente.

Dólar: alívio com as tensões geopolíticas envolvendo Coreia do Norte e EUA não ajudou a taxa de câmbio doméstica por conta do adiamento do anúncio das nova metas fiscais do governo federal. Assim, o dólar encerrou cotado a R$ 3,1998, em alta de 0,65%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.