Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/06/2018

Brasília, 15 de junho de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o quadro apreensivo diante do temor com novos movimentos de alta do dólar, em meio aos sinais de robustez da maior economia do mundo e as possíveis consequências sobre o ritmo de aperto monetário pelo Fed, deixa investidores operando na defensiva. Ademais, a nova lista dos EUA sobre produtos vindos da China aumenta a tensão em torno do comércio global. Bolsas europeias, futuros de bolsa de Wall Street e commodities operam em baixa. No câmbio, o dólar se fortalece ante as moedas emergentes.

Interno: em função da piora externa, o Bacen anunciou para a próxima semana uma oferta estimada de US$ 10 bilhões em swaps e reiterou que não vê restrições para que o estoque do derivativo “exceda consideravelmente” os volumes máximos atingidos no passado. O Tesouro Nacional também divulgou que fará mais leilões de papeís públicos que incluirão LTNs e NTN-Bs. Na agenda de indicadores, a alta de 0,46% do índice de atividade do Banco Central (IBC-Br), abaixo das expectativas de 0,6% dos analistas, e alta do IGP-10 de 1,86%, acima das estimativas de 1,73%, serão os destaques.

Bolsa: a piora do ambiente externo, a fraqueza das commodities no exterior e incertezas políticas e econômicas domésticas tendem a colocar o Ibovespa na trajetória de baixa.
Juros: a allta do dólar ante as moedas emergentes deve ser contrabalançado pelo anúncio do Tesouro de novas ofertas de títulos públicos pré-fixaddos e indexados à inflação. A desaceleração da atividade conforme apontou o IBC-Br de abril tende a tirar pressão da curva à termo de juros. Assim, os prêmios devem cair ao longo da estrutura à termo.
Dólar: a divulgação de leilões de swaps cambiais pelo Banco Central pode limitar a pressão sobre a taxa de câmbio doméstica nesta abertura. No entanto, o mercado segue já se preparando para os volumes a serem ofertados pela autoridade monetária e deve monitorar o ambiente externo para movimentar a paridade real/dólar. Assim, o dólar tende a subir ante ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.