Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/04/2019

Brasília, 15 de abril de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmando que um eventual pacto sino-americano irá “bem além” de quaisquer acertos anteriores e que Washington e Pequim estão “perto da rodada final das negociações” dão viés positivo para os investidores internacionais. No momento, bolsas europeias e futuros de bolsas dos EUA sobem, ao passo que as commodities depreciam-se. O dólar enfraquece frente as demais divisas externas.

Interno: Os agentes domésticos seguem cautelosos ainda reagindo a decisão de Bolsonaro de segurar o aumento dos preços do diesel. Para hoje, será aguardado alguma notícia das reuniões entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Bolsonaro para avaliar a possibilidade de reverter uma percepeção de interferência na gestão da Petrobrás. Ademais, as incertezas em relação ao avanço da votação da reforma da Previdência junto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), previsto para esta semana, por conta da pressão dos deputados para votar a PEC do orçamento impositivo, preocupa os investidores domésticos. Na agenda, a perspectiva de queda de 0,25% do índice de atividade do Banco Central (IBC-Br) será o destaque.

Bolsa: A forte queda dos últimos quatro pregões do Ibovespa aliado ao bom desempenho das bolsas lá fora abre caminho para uma recuperação dos preços das ações, em especial da Petrobrás.
Juros: Apesar da queda do dólar frente as moedas internacionais (tira pressão de curto prazo na inflação), a repercussão da suspensão do reajuste do diesel ainda deve pressionar os juros futuros de curto prazo. Por outro lado, a retomada bastante lenta da economia nacional tende a impor viés de baixa para as taxas (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O bom humor dos investidores estrangeiros e perspectivas de que o governo reavalie a questão do reajuste do preço do diesel segue prevalencendo. Cabe ressaltar que possibilidade de atraso na votação da reforma da Previdência na CCJ pode limitar a tendência de baixa do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.