Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/03/2017

Brasília, 15 de março de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados internacionais operam em tom ligeiramente positivo no aguardo da decisão do Fed (Banco Central dos EUA) sobre a taxa básica de juros. Nesse sentido, bolsas e commodities trabalham com viés altista enquanto o dólar cede ante as demais moedas externas. Cabe lembrar que os investidores querem avaliar as sinalizações sobre a sequência do ciclo de alta do juro básico no EUA ao longo do ano.

Interno: a agenda doméstica trouxe dado de inflação (IGP-10 de março registrou 0,05%) abaixo do piso das expectativas de 0,10%, mas o indicador deve ficar em segundo plano na visão dos investidores locais. As turbulências na esfera política com o vazamento de informações de que a “lista do Janot” cita nomes do núcleo do poder executivo e legislativo tendem a afetar o desempenho dos ativos financeiros doméstico.

 

 

Bolsa: A melhora do ambiente externo com valorização das commodities e queda do dólar ante as demais divisas internacionais deve ajudar a o Ibovespa a buscar uma recuperação dos preços após a queda de 1,27% ontem. Por outro lado, a preocupação com eventuais desdobramentos sobre a aprovação das reformas no Congresso por conta do ambiente político turbulento ("lista do Janot") e de paralisações e manifestações contra as propostas do governo serão o contrapeso para os negócios. Assim, o Ibovespa deve operar com volatilidade.
Juros: A conjuntura externa favorável tende a ter menor influência sobre a curva de juros doméstica diante da percepção dos investidores domésticos que os prêmios estão em patamares já precificados de cortes mais intenso da taxa Selic. Para corroborar o argumento, players devem utilizar o risco político ("lista do Janot") sobre o andamento das reformas para justificar a correção dos prêmios na estrutura à termo de juros.
Dólar: A sinalização da presidente do Fed, Janet Yellen, quanto o ritmo que será adotado para a taxa de juro básica da maior economia do mundo está no foco dos investidores internacionais. Por ora, os analistas esperam três aumentos de juros em 2017. Apesar do cenário externo favorável as divisas emergentes, o dólar por aqui tende a operar pressionado devido as incertezas políticas e seus efeitos sobre o encaminhamento das reformas. Nesse contexto, o real deve apreciar ligeiramente ante ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.