Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/01/2020

Brasília, 15 de janeiro de 2020

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os negócios começam com movimentos modestos nesta manhã, com os investidores preocupados em relação a possibilidade de retorno das tensões comerciais entre EUA e China. Além da manutenção de boa parte das tarifas sobre produtos chineses, o texto inicial abrangeria punições ao país asiático em caso de descumprimento de obrigações ligadas à taxa de câmbio e propriedade intelectual. Os elevados patamares das bolsas e a questão comercial sino-americano limitam impulsos adiocionais. No momento, as bolsas europeias, os futuros de bolsas de Nova Iorque e as commodities agrícolas e metálicas caem, enquanto o dólar sobe frente a maioria das divisas externas.

Interno: Depois dos números fracos da produção industrial e do setor de serviços, hoje está previsto de alta das vendas no varejo de novembro que pode ampliar as apostas sobre a condução do juro básico. Do ponto de vista fiscal, a decisão do governo de aumentar o salário mínimo para R$ 1.045,00, de uma previsão anterior de 1.039,00 gera algum desconforto nos agentes financeiros. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, esse aumento será compensado por alta de R$ 8,0 bilhões na arrecadação.

Bolsa: O cenário externo ligeiramente negativo para as bolsas do globo associado aos patamares elevados nos quais se encontram devem pesar e impor queda do Ibovespa no pregão regular. A melhora das vendas no varejo podem limitar o movimento de baixa previsto para o índice acionário paulista.
Juros: A alta do dólar frente ao real (gera pressão da inflação no curto prazo) e a previsão de alta das vendas no varejo pressionam para cima os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O clima de maior cautela por parte dos investidores internacionais associado a atividade econômica mais fraca no país devem impor nova depreciação do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.