Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 15/01/2019

Brasília, 15 de janeiro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a expansão do crédito bancário na China e as promessas das autoridades chinesas de que vão reduizr impostos, intensficar gastos em infraestrutura e melhorar condições de crédito para pequenas empresas geram impacto positivo nos mercados financeiros internacionais. Na Europa, a votação no parlamento britânico sobre o acordo para saída da União Europeia (UE) pelo Reino Unido, conhecido como Brexit, será o destaque. As expectativas são de que a formalização da saída da UE prevista para 29 de março seja adiada ou até mesmo que não ocorra a seperação. Na agenda de eventos, os primeiros balanços do 4T18 de bancos dos EUA e discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Por ora, as bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e commodities sobem. Quanto ao câmbio, o dólar ganha valor ante as moedas externas por conta do crescimento econômico da Alemanha em 2018 abaixo do esperado e pelas incertezas sobre o acordo do Brexit.

Interno: informações de que o próprio presidente, Jair Bolsonaro, será o garoto-propaganda para explicar à população os principais pontos da reforma da Previdência dá viés positivo para os investidores locais. As especulações são de que o texto incluiria idade mínima de 62 anos para homens e 57 anos para mulheres, com período de transição de 15 anos, além da adoção de um sistema de capitalização para novos acessos. Na agenda, a previsão de alta de quase 1% das vendas no varejo em novembro, após a queda de 0,40% vista em outubro, será o destaque.

Bolsa: o desempenho positivo das praças acionárias no exterior por conta das promessas das autoridades chinesas de manter estímulos na economia tende a estimular uma abertura em alta para o Ibovespa. Assim, papéis como Petrobrás, Vale, Gerdau e Cosan devem ser os mais beneficiados. Não menos importantes são as ações de empresas varejistas (Pão-de-Açúcar, Magazine Luiza etc) que podem subir em função da expectativa de alta das vendas no varejo no Brasil.
Juros: apesar da melhora do cenário externo, a alta do dólar frente as moedas e seus efeitos de curto prazo sobre a inflação doméstica pode pressionar a curva de juros. Contudo, especulações de que o presidente, Jair Bolsonaro, divulgará à população a necessidade da reforma da Previdência deve ajudar na perspectiva de baixa dos juros futuros (queda, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: o fortalecimento do dólar ante as moedas internacionais diante da fraqueza da economia europeia e da possibilidade de falta de acordo da saída do Reino Unido da União Europeia devem pesar sobre a taxa de câmbio brasileira. O leilão de swap cambial pelo Bacen no montante de US$ 670 milhões pode limitar o viés de baixa do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.