Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/11/2017

Brasília, 14 de novembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercados internacionais abrem o dia atentos às discussões sobre a reforma tributária nos EUA diante das dúvidas quanto ao formato e magnitude dos cortes de impostos. Na Ásia, dados da China mostraram que a produção industrial cresceu 6,2% em outubro, em linha com esperado com as previsões do mercado. Já na Europa, o PIB do 3T17 da Alemanha apresentando forte crescimento ajuda algumas bolsas do velho continente a trabalhar no azul.

Interno: a possibilidade de avanço da reforma da Previdência segue no foco com investidores que acompanham as movimentações políticas por meio do anúncio da reforma ministerial pelo Planalto. A saída ontem do Ministro das Cidades, Bruno Araújo, ainda ecoa no mercado e traz ânimo aos preços dos ativos financeiros. Quanto aos indicadores, expectativas de que as vendas no varejo de setembro cresça 0,4%, ante a queda de 0,5% em agosto, é o destaque no ambiente interno.

Bolsa: apesar do ambiente externo mostrar queda das commodities e volatilidade do câmbio, o Ibovespa deve recuperar de forma moderada estimulado pelas expectativas de avanço da reforma da Previdência. Vale destacar o resultado de balanço da Petrobrás divulgado ontem no fim do dia mostrando lucro bem abaixo das expectativas devido a fatores não recorrentes. Isso pode limitar o movimento de recuperação da bolsa paulista no dia.
Juros: a notícia de que o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, pediu exoneração no fim do dia de ontem alimenta nos investidores as expectativas de que o governo está buscando recompor a base de apoio para tentar aprovar a reforma da Previdência. Isso deve tirar um pouco de pressão da curva de juros. Assim, espera-se que os DIs operem na estabilidade.
Dólar: a volatilidade do dólar ante as moedas externas por conta das indefinições quanto reforma tributária dos EUA e pelos números de produção industrial da China em linha com as estimativas tendem a impactar o taxa de câmbio doméstica. Mesmo com esperanças renovadas de avanço da reforma da Previdência, o real tende a operar na estabilidade.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.