Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/10/2019

Brasília, 14 de outubro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O cancelamento de sobretaxação, pelos norte-americanos, de produtos importados da China, na última rodada de negociações comerciais, considerado “Fase 1” do acordo, traz alívio temporário. Contudo, dados da balança comercial da China mostrando números fracos reacendem as preocupações com a perspectiva da economia global. Ademais, as dúvidas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) seguem também no radar, haja vista que o prazo final para que os ingleses fechem o acordo com o bloco se encerra no dia 31 de outubro. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities e o Petróleo caem. O dólar oscila ante as divisas internacionais.

Interno: As atenções seguem no Senado, onde a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve analisar os projeto que divide com Estados e Municípios os recursos do megaleilão do petróleo, nesta terça-feira. O andamento e aprovação da distribuição dos recursos entre os entes da federação foi colocado como uma das condições para o Senado concluir a reforma da Previdência. Na agenda de indicadores, a previsão de alta de 0,2% do IBC-Br (prévia do PIB o Banco Central) de agosto, após a retração de 0,16% de julho, se confirmada reforçará o argumento de retomada lenta da atividade econômica nacional.

Bolsa: Números fracos da balança comercial chinesa e seus efeitos negativos sobre os preços das commodities (queda de empresas como Petrobrás, Vale, Cosan etc) tendem a impor baixa para o Ibovespa na sessão regular.
Juros: A volatilidade do dólar frente as moedas externas (gera pressão na inflação no curto prazo), por conta do baixo desempenho da balança comercial chinesa, e perspectiva de desempenho modesto o IBC-Br (índice de atividade do Bacen) devem pressionar para cima os juros futuros (aumento, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A oscilação da moeda norte-americana frente as divisas internacionais diante dos dados fracos da balança comercial chinesa e expectativas de avanço ainda bastante lento a economia nacional tendem a depreciar o real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.