Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/09/2018

Brasília, 14 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: os mercados internacionais amanhecem com clima ameno nesta manhã depois que a inflação norte-americana apresentou sinais de alívio, bem como as esperanças de que haja avanço nas negociações comerciais entre EUA e China. Destaque para as economias emergentes foi a elevação dos juros na Rússia pouco tempo depois da Turquia ter iniciado o processo de aperto monetário. Nesse sentido, o dólar tem queda global, enquanto as bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street e commodities trabalham em alta.

Interno: sem perspectiva de melhora do risco eleitoral, investidores domésticos aguardam a pesquisa Datafolha que sai após o fechamento do mercado. O agentes financeiros estão temerosos com a volta da esquerda ao poder e isso pressiona os ativos locais e mantêm a volatilidade nos preços. Na agenda de indicadores, a alta de 1,2% do IGP-10 de setembro, acima da mediana das expectativas de 0,81%, influenciado principalmente pela valorização do dólar frente ao real também não ajuda no clima econômico doméstico.

Bolsa: o bom humor dos mercados externos não deve ser suficiente para impulsionar o Ibovespa para o campo positivo. O risco eleitoral e sinais de pressão cambial sobre a inflação doméstica associado ao baixo volume de negociações nos últimos dias tendem a impor viés de queda da bolsa paulista.
Juros: embora a conjuntura internacional esteja melhor nesta manhã, os juros futuros devem operar em alta por conta do cenário eleitoral incerto e pela alta do IGP-10 de setembro mais forte do que o teto das as estimativas (1,02%) dos analistas. Isso demonstra que a forte depreciação cambial recente começa a gerar impacto mais severo na inflação e tende a influenciar a política monetária do Banco Central brasileiro (mercado pode especular alta da taxa Selic antes do fim do ano).
Dólar: o cenário externo mais favorável às economias emergentes diante da esperança de que as negociações comerciais entre EUA e China avancem e do movimento de alta dos juros na Rússia, pouco tempo depois da Turquia, não deve ser suficiente para inverter a tendência de queda do real frente a moeda norte-americana. As indefinições eleitorais seguem no foco e ditam o rumo dos negócios.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.