Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/09/2017

Brasília, 14 de setembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: patamares elevados das bolsas externas dão o viés de baixa para os mercados internacionais. Para validar o movimento, os números de atividade abaixo do esperado na China servem de pretexto. Por ora, bolsas europeias e commodities metálicas operam em baixa, enquanto o dólar ganha ante a maioria das divisas externas.

Interno: no aguardo da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer pela PGR, investidores trabalham de forma serena. Da mesma forma que no exterior, o nível elevado dos ativos locais pode propiciar variações contidas, com risco de pequenos ajustes. Na agenda de indicadores, a alta do IBC-Br de 0,41%, acima da mediana das expectativas, devem corroborar o ânimo com a recuperação gradual da economia brasileira.

Bolsa: a queda das bolsas europeias e das commodities metálicas associada ao patamar elevado do Ibovespa sugere alguma correção de preços do índice acionário doméstico.
Juros: entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao jornal Valor Econômico, no qual voltou a citar a redução moderada dos cortes da Selic, deve reforçar as apostas de recuo de 75 pontos-base em outubro. Ademais, o leilão de títulos pré-fixados do Tesouro pode pressionar a curva de juros na abertura. Nesse sentido, espera-se que os DIs operem de forma volátil na sessão regular.
Dólar: a expectativa pela segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer e indicação do Banco da Inglaterra (BoE) que deve começar a elevar os juros tendem a movimentar a taxa de câmbio doméstica. No momento, deve prevalecer o viés de alta do dólar ante ao real, mesmo após as três últimas sessões terem favorecido a divisa norte-americana.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.