Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/08/2017

Brasília, 14 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: redução dos temores de um iminente conflito entre EUA e Coreia do Norte ajuda os mercados acionários globais. Autoridades norte-americanas vieram a público no final de semana para esfriar os ânimos mais agudos. Na agenda econômica, a China mostrou dados de atividade em desaceleração neste início de segundo semestre com a produção industrial e vendas no varejo crescendo a taxas menores que o estimado. Diante disso, commodities operam em baixa, enquanto o dólar se valoriza ante boa parte das divisas externas.

Interno: à espera do anúncio das novas metas de resultado primário e preocupações com a apertada tramitação da TLP (taxa que substituirá a TJLP) devem pressionar os ativos financeiros domésticos. Quanto as contas públicas, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, disse que não haverá aumento de tributos, mas que as metas dos dois anos serão ampliadas para o mesmo patamar do rombo de 2016 (R$ 159,5 bilhões).

Bolsa: o ambiente externo positivo para os mercados acionários deve ser ofuscado pelas preocupações dos resultados das contas públicas para 2017 e 2018 diante das dificuldades do governo de cortar gastos e melhorar receitas. Nesse sentido, o Ibovespa deve trabalhar com viés de baixa.
Juros: a elevação da curva à termo de juros da última semana deve influenciar o movimento dos prêmios dos DIs no dia. A dificuldade do governo para revisar as metas fiscais e os temores com a tramitação da TLP seriam motivos suficientes para impor pressão de alta dos juros futuros, mas o movimento de correção deve ser mais forte.
Dolar: situação fiscal delicada do governo federal conjugado com a perspectiva de revisão das metas de resultado primário para 2017 e 2018 tendem a valorizar o dólar ante ao real. Ademais, a apreciação da divisa estadunidense ante as moedas externas e dúvidas com a tramitação da TLP reforçam o viés de alta da moeda Yankee.

Fechamento dos mercados 11/08/2017

Ibovespa: depois de três pregões consecutivos de perdas, os agentes viram a oportunidade de recompor parte dos preços das ações levando o Ibovespa aos 67.358 pontos, com alta de 0,55%.

Juros futuros: a estrutura à termo de juros apresentou correção técnica, após terem acumulado bastante prêmio na última semana. O alívio externo e esperança de que o governo anunciaria medidas de corte dos gastos reforçaram o movimento. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,16% (de 8,18%), 8,06% (de 8,10%) e 9,39% (9,43%), respectivamente.

Dólar: refluxo das tensões geopolíticas envolvendo Coreia do Norte e EUA e expectativas de cortes de gastos do governo doméstico diminuiram o ímpeto da taxa de câmbio que encerrou cotado a R$ 3,1791, em alta de 0,13%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.