Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/06/2019

Brasília, 14 de junho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: O ataque a dois navios petroleiros no Golfo de Omã, perto do estreito de Ormuz, no Oriente Médio, intensifica as tensões entre EUA e Irã. Isso provoca aversão ao risco e impõem queda dos ativos de risco. Além disso, relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) prevendo desaceleração da demanda por petróleo e dados mais fracos de produção industrial da China reforçam os temores de menor crescimento econômico mundial. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities caem, enquanto o dólar ganhava valor frente as divisas de referência (euro, libra-inglesa e iene japonês) e oscilava ante as moedas emergentes.

Interno: A leitura do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, ontem, com uma economia fiscal de R$ 913 bilhões e próxima da meta de R$ 1 trilhão do governo em 10 anos agradou os investidores domésticos. Agora os agentes aguardam a apresentação dos destaques ao projeto na Comissão Especial na próxima semana. Na agenda, as previsões de alta de 0,51% do IGP-10 de junho e estimativas de queda de 0,12% no IBC-Br (indicador de atividade do Bacen) referente ao mês de abril serão os destaques.

Bolsa: O cenário externo negativo para os mercados acionários alidado a redução das projeções para oferta e demanda de petróleo no Brasil feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) devem pesar e colocar o Ibovespa na trajetória de baixa no pregão regular.
Juros: A alta do dólar ante as moedas externas (gera pressão na inflação no curto prazo) deve ser novamente ofuscada por conta da fraqueza da economia nacional e da desaceleração da atividade chinesa. Desse modo, segue o viés de baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A piora do cenário externo aliado aos dados da economia nacional apontando manutenção de fraqueza tendem a impor correção de preços na taxa de câmbio (compra do ativo depois de uma sequência de baixa) e fazer o dólar subir frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.