Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 14/01/2020

Brasília, 14 de janeiro de 2020

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Os investidores começam o dia buscando alguma acomodação antes do encontro sino-americano para assinatura do acordo comercial preliminar previsto para amanhã dia 15. Mesmo com os dados de comércio exterior chinesa melhores que o esperado, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única. Hoje autoridades de alto escalão dos EUA, Japão e União Europeia se reunirão em Washington para tratar de subsídios e políticas comerciais da China não orientados para o mercado. Na agenda de indicadores, a previsão de inflação controlada nos EUA e discursos dos membros que votam no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc do Banco Central dos EUA) serão acompanhados. No momento, as bolsas europeias, os futuros de bolsas de Nova Iorque e as commodities agrícolas e metálicas caem marginal, enquanto o dólar sobe frente a maioria das divisas externas.

Interno: Analistas locais seguem monitorando os indicadores de atividade para avaliar a influência destes números na taxa de câmbio, na inflação e na taxa Selic. Nessa linha, a decepção com a queda de 1,2% da produção industrial de novembro, as atenções se voltam para as previsões do volume de serviços cujas estimativas são de números fracos nos setores envolvidos na pesquisa. Do ponto de vista fiscal, a perspectiva de que seja concedido aumento do salário mínimo de acordo com o INPC (4,48%) levando a remuneração para R$ 1.042,71 poderá impactar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões no orçamento federal.

Bolsa: A volatilidade com viés ligeiramente negativo para as bolsas europeias e norte-americanas e previsão de queda do volume de serviços do Brasil tende a impor queda do Ibovespa no pregão regular.
Juros: A volatilidade do dólar frente ao real (gera pressão da inflação no curto prazo) será contrabalançado pela projeção de queda do setor de serviços brasileiro. Desse modo, espera-se baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: O clima de maior cautela por parte dos investidores internacionais associado a atividade econômica mais fraca no país devem impor nova depreciação do real frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.