Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 13/12/2018

Brasília, 13 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: novos sinais de melhora nas relações comerciais entre EUA e China, como a informação que o país asiático voltou a comprar soja norte-americana e a notícia de que planeja substituir uma política industrial muito criticada pela Casa Branca por um programa que garantirá maior acesso a companhias estrangeiras. Ademais, a vitória da primeira ministra Theresa May do Reino Unido para continuar no comando do governo também reduz a aversão ao risco. No calendário, a decisão sobre juros do Banco Central Europeu (BCE) e expectativas pelo fim do programa de compra de ativos em 2019 será o destaque. Por ora, bolsas europeias oscilam e futuros de bolsas de Nova Iorque trabalham em leve alta, enquanto o dólar tem cotações mistas frente as divisas externas. As commodities metálicas e agrícolas ganham valor, ao passo que o petróleo cede.

Interno: os ruídos no cenário político doméstico segue como pano de fundo para os negócios diante do desconforto dos agentes financeiros em relação às perspectivas fiscais do futuro governo. A falta de clareza do grupo político do presidente eleito sobre o apoio que será dado à reforma da previdência também preocupa. Enquanto isso, os agentes reagem a agenda como a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) pela mantuntenção da taxa Selic em 6,5% ao ano e a visão benigna, pelo Bacen, para a inflação em 2019. Além disso, as expectativas de estabilidade nas vendas no varejo de outubro completa o calendário econômico.

Bolsa: em que pese a conjuntura econômica externa melhor no dia, investidores devem operar com certa cautela diante dos ruídos e indefinições no âmbito político doméstico. A alta das commodities agrícola e metálicas pode favorecer empresas brasileiras (Vale, Gerdau, Cosan etc). Ademais, perspectiva de taxa Selic baixa por mais tempo também ajuda. Nesse sentido, o Ibovespa deve oscilar em margens estreita.
Juros: a decisão do Copom pela manutenção da taxa Selic e sua visão de cenário inflacionário "confortável" além de retirar trecho que abria a possibilidade de redução de estímulos sugerem que a alta do juro básico está distante. Assim, o viés é de baixa para os juros futuros (queda, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a oscilação do dólar frente as demais moedas externas e perspectiva de taxa Selic baixa por muito tempo (tirando atratividade do investidor estrangeiro para operações de curto prazo no Brasil) devem pressionar a taxa de câmbio doméstica e fazer o real ceder frente a divisa estadunidense.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.