Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 13/11/2017

Brasília, 13 de novembro de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: mercado segue de olho sobre o progresso da reforma tributária dos EUA, enquanto avaliam a moção de censura à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, imposto pelo Partido Conservador. Ademais, as preocupações de que o grande terremoto ocorrido na fronteira entre Iraque e Irã possa ter prejudicado a infraestrutura do setor na região tende a influenciar os preços do petróleo. No momento, bolsas europeias operam em queda, ao passo que o dólar se valoriza ante as demais moedas.

Interno: investidores locais estão monitorando as articulações de Michel Temer para aprovar a reforma da Previdência. As especulações são de que Temer deve antecipar a reforma ministerial para garantir apoio de partidos menores conhecidos como “centrão”. Nesse sentido, a mídia comenta que o PSDB tende a perder dois dos quatro ministérios que ocupa.

Bolsa: players estrangeiros operam com maior aversão ao risco e provocam queda das bolsas ao redor do globo. Por aqui, a agenda política segue no foco diante das negociações em torno da reforma da Previdência e das possíveis mudanças nos ministérios. Assim, o Ibovespa deve continuar seu processo de queda observada desde a semana passada.
Juros: a mudança, ainda que pequena, nas projeções do IPCA de 2018 (4,02% para 4,08%) revela uma alteração na dinâmica das expectativas e deve gerar uma pressão altista da curva à termo de juros no dia. As dúvidas quanto ao andamento da reforma da Previdência ajuda a explicar parcialmente essa alteração nas expectativas de inflação pelos agentes financeiros.
Dólar: a conjuntura externa ruim diante das incertezas com a reforma tributária dos EUA, bem como pelo imbróglio político no Reino Unido pressionam o as divisas externas e tende a manter o dólar forte. Ademais, as negociações para dar prosseguimento a reforma da Previdência com o governo ampliando as chances de reforma ministerial para alcançar o objetivo também ratifica as incertezas dos investidores locais e deve manter o dólar em alta frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.