Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 13/09/2018

Brasília, 13 de setembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o convite dos EUA para retomar o diálogo com a China sobre o comércio entre os dois países conforme divulgou o ministério do Comércio chinês ajuda os mercados internacionais a operarem de forma positiva. Por outro lado, a Turquia volta a preocupar depois que o presidente Erdogan se posicionou contra a alta de juros realizada pelo Banco Central turco. Por ora, bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova Iorque trabalham no azul, enquanto o dólar cede ante a maioria das divisas externas. Nesse sentido, os investidores internacionais também direcionam as atenções para agenda de indicadores, que prevê a divulgação do índice de inflação norte-americano cujas expectativas são de ligeira alta de 0,3% em agosto e acumule 2,8% em 12 meses.

Interno: a tensão política segue elevada diante da situação difícil de Bolsonaro, após a cirurgia de emergência realizada na noite de ontem. O temor dos agentes financeiros refere-se a possibilidade de crescimento de candidaturas de esquerdas. Enquanto isso, fica as expectativas com nova pesquisa Datafolha previsto para amanhã. Quanto ao calendário, a perspectiva de alta de 0,3% nas vendas no varejo de julho segue como destaque.

Bolsa: a melhora do quadro externo e alta das commodities metálicas (que beneficia Vale, Gerdau etc) e agrícolas (ajuda papéis como BRFoods, Cosan, Marfrig etc) são fatores que devem dar impulso na recuperação do Ibovespa no dia. Cabe ressaltar que as incertezas políticas podem limitar o movimento da bolsa paulista.
Juros: a fraqueza do dólar lá fora tende a contribuir para uma menor pressão da inflação doméstica no curto prazo, no entanto, cautela com a situação política brasileira e perspectiva de melhora das vendas do varejo podem limitar a estimativa de queda da curva de juros nacional.
Dólar: a decisão dos EUA retomar as negociações comerciais com a China contribuem para que os investidores apliquem recursos em ativos de risco. Contudo, as indefinições no âmbito eleitoral brasileiro podem tirar o ímpeto de apreciação do real frente a divisa norte-americana. Assim, espera-se pequena valorização da moeda doméstica ante ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.