Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 12/12/2019

Brasília, 12 de dezembro de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Há espera por notícias das negociações comerciais entre EUA e China, investidores adotam viés ligeiramente positiva. Para hoje, fica a expectativa pela reunião de Donald Trump com os negociadores que poderá definir a postura do lado norte-americano acerca do eventual acordo. Quanto a decisão do Fed (Banco Central dos EUA) de manter o juro no intervalo entre 1,50% e 1,75% e sinalizar que não deve elevar os juros em 2020 também ampara o bom humor externo. Na agenda, a reunião do Banco Central Europeu (BCE), a primeira sob o comando de Christine Lagarde não deve trazer mudanças na sua estratégia atual. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque e Petróleo sobem ligeiramente, ao passo que as commoditites agrícolas e metálicas caem. Dólar ganha valor frente outras moedas fortes (euro, libra-inglesa e iene japonês) e perde valor ante as divisas emergentes.

Interno: Os agentes devem reagir positivamente a decisão do Copom (Comitê de Política monetária) de reduzir a taxa Selic de 5,0% para 4,5% ao ano. O Copom também sinalizou que os próximos passos para condução do juro básico dependerá de dados de atividade e da inflação deixando assim a porta aberta para novas reduções ou mesmo estabilidade. Não menos importante, a decisão da Standard & Poor´s (S&P) de melhorar a perspectiva da nota de crédito do Brasil de “estável” para” positiva” reforça aos investidores estrangeiros a perspectiva de evolução das condições econômicas internas. No calendário, as projeções de alta de 0,2% do volume de serviços em outubro, frente a elevação de 1,2% em setembro, e leilão de títulos públicos pré-fixados pelo Tesouro Nacional serão os destaques.

Bolsa: A melhora do ambiente internacional, redução da taxa Selic e revisão positiva da perspectiva da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor´s devem impulsionar para cima o Ibovespa no dia.
Juros: A decisão do Copom pela redução do juro básico, a melhora da perspectiva da nota de crédito pela S&P e queda do dólar frente ao real (queda da inflação no curto prazo) tendem a impor baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: Em que pese as indefinições nas relações comerciais entre EUA e China, a melhora da perspectiva da nota do Brasil pela S&P deve prevalecer e colocar o dólar na trajetória de queda frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.