Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 12/12/2018

Brasília, 12 de dezembro de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: a redução das tensões comerciais entre EUA e China, após a liberação da diretora financeira da Huawei pela Justiça do Canadá e pelas notícias de que o país asiático diminuirá a alíquota de importação, cobrada nas compras de carros americanos, animam os investidores internacionais. Por outro lado, na Europa, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentará um voto de desconfiança no Parlamento hoje em relação a sua liderança no governo britânico. Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street, commodities agrícolas e petróleo operam em alta, ao passo que o dólar cede ante a maioria das divisas externas.

Interno: as indicações dos nomes, pelo governo eleito, para assumir a secretaria da Previdência devem ser bem recebidas pelos investidores nacionais diante da percepção de melhora na futura articulação com o Congresso. No entanto, a agenda negativa envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro com relação ao caso de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, sob suspeita de lavagem de dinheiro e riscos fiscais dos Estados são vetores contrários ao bom humor. Na agenda, o Tribunal de Contas da União – TCU – analisa a cessão onerosa hoje e pode dar sinal verde para um acordo da Petrobrás com a União. Não menos importante, o Comitê de Política Monetária (Copom) decide no fim do dia a taxa Selic cujas expectativas são de mantuntenção em 6,5% ao ano.

Bolsa: o cenário externo melhor com alta das commodities agrícola e do Petróleo que tende a favorecer empresas brasileiras (Petrobrás, Cosan etc) concomitante a percepção de melhora no encaminhamento da reforma da Previdência em 2019 tendem ajudar o Ibovespa a operar no azul no dia.
Juros: a aprovação ontem pela Câmara dos Deputados de projeto de lei que prorroga incentivos fiscais para empresas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e notícias negativas relacionadas a família do presidente eleito, Jair Bolsonaro, devem pesar sobre a agenda e impor viés de alta para os juros futuros (alta, no dia, nos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a conjuntura externa positiva deve auxiliar nas primeiras horas de negócios, mas os riscos fiscais brasileiros e notícias negativas sobre a família Bolsonaro tende a conduzir uma trajetória de alta do dólar frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.