Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 12/07/2019

Brasília, 12 de julho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A semana está encerrrando com os mercados internacionais ainda repercutindo as apostas de corte de juros pelo Fed (Banco Central dos EUA). Essas expectativas foram reforçadas por conta da fala do presidente do Federal Reserve (Jerome Powell) reafirmar a pressão que os Estados Unidos sofrem por conta de incertezas comerciais e dizer que a política monetária não está em um nível tão acomodatício quanto imaginavam. Por ora, as bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities e Petróleo sobem. O dólar cede ante a maioria das divisas.

Interno: Embora tenha havido avanços importantes quanto aos destaques da reforma da Previdência na Câmara, impedindo uma grande desidratação em termos fiscais, o tempo para a segunda votação na Câmara fica mais apertado, em virtude da possibilidade dos parlamentares anteciparem o recesso agendado para 18 de julho para este final de semana. Houve algumas perdas fiscais ontem, com a suavização do tempo de contribuição de mulheres e homens, além da redução da idade mínima para policiais da União se aposentarem. Até agora, especialistas estimam que a economia da reforma, em 10 anos, deve alcançar, aproximadamente, R$ 900 bilhões. Para hoje, ainda há destaques capazes de prejudicar adicionalmente os ganhos com a reforma, o que será monitorado pelos agentes. Na agenda, a pesquisa do setor de serviços referente a maio deve reforçar o quadro de fraqueza da economia nacional.

Bolsa: Os agentes seguem reagindo positivamente as perspectivas de queda dos juros nos EUA, mas enquanto não houver um desfecho da votação da reforma da Previdência em 2º turno na Câmara o Ibovespa tende a trabalhar com volatilidade.
Juros: A queda do dólar frente a boa parte das divisas externas (tira pressão da inflação no curto prazo) ainda por conta da sinalização do Fed de que os juros nos EUA tendem a cair no curto prazo será contraposto pela cautela com o término com a votação da reforma da Previdência em 2º turno na Câmara. Assim, os juros futuros devem trabalhar em margens estreitas (estabilidade, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura internacional ainda positiva diante da previsão de queda do juro básico nos EUA será contrabalançado pelas dúvidas quanto ao término da votação da reforma da Previdência em 2º turno na Câmara dos Deputados. Desse modo, o dólar tende a trabalhar com volatilidade frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.