Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 12/04/2018

Brasília, 12 de abril de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que “nunca disse quando ocorreria ataque à Síria, poderia ser em breve ou não” ajuda a aliviar os temores de ofensiva dos EUA naquele país. No entanto, os mercados seguem cautelosos com essa tensão geopolítica. Voltando ao tema comercial entre EUA e China, as preocupações ainda seguem no radar dos investidores após a manifestação de 100 grupos comerciais americanos contra os planos de Trump de cobrar tarifas sobre até US$ 150 bilhões em importações chinesas. Tais grupos sugeriram liderar uma coalização internacional contra as práticas “desleais” de Pequim. Na agenda de eventos, a expectativa é pela ata do Banco Central Europeu (BCE). No momento, bolsas europeias e futuros de bolsa de Nova York operam em alta moderada.

Interno: a política segue como protagonista, principalmente diante das incertezas com as eleições desse ano. O julgamento de habeas corpus de Antonio Palocci e de Paulo Maluf no STF ficou para hoje. A aceitação do habeas corpus de Maluf pode abrir caminho para que ministros revertam, individualmente, decisões tomadas por colegas com potencial impacto na situação do ex-presidente Lula. Na agenda de indicadores, a previsão de alta de 0,65% em fevereiro, desacelerando frente a janeiro (0,9%), ratifica o quadro de lenta recuperação da economia nacional.

Bolsa: O bom humor externo diante da dissipação das tensões geopolíticas (ofensiva militar dos EUA sobre a Síria) momentaneamente deve ajudar o Ibovespa no viés positivo. Pode limitar o movimento, as incertezas na seara política.
Juros: Expectativa de arrefecimento no volume de vendas no varejo e queda do dólar nos mercados internacionais devem dar o tom baixista para a curva à termo de juros. Ademais, as incertezas políticas têm prejudicado uma retomada mais consistente da atividade econõmica gerando assim menos pressão na inflação.
Dólar: O cenário político local e as tensões comerciais e geopolíticas seguem indefinidos e no foco dos investidores locais. Mas, a sinalização do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, de que tem munição para conter a volatilidade da taxa de câmbio, alcama os players por ora. Assim, o real deve apreciar marginalmente frente ao dólar.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.