Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 11/08/2017

Brasília, 11 de agosto de 2017

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: investidores buscam proteção nos mercados internacionais nesta manhã, em meio à continuidade das tensões geopolíticas envolvendo Coreia do Norte e EUA. Por ora, analistas avaliam como pretexto dos players promover uma correção de preços, após um período de forte apetite ao risco. Nesse sentido, bolsas europeias e commodities operam em baixa, enquanto o dólar ganha ante as moedas emergentes.

Interno: retorno das preocupações fiscais, com a iminência da revisão das metas de déficit em 2017 e 2018 deixam investidores locais na cautela. As dificuldades para reequilibrar as contas públicas num ambiente em que a sociedade rechaça medidas de recomposição tributária abre espaço para dúvidas quanto ao andamento da reforma da Previdência.

Bolsa: o nervosismo externo por conta das tensões geopolíticas entre Coreia do Norte e EUA aliado às possíveis ações do governo no âmbito das mudanças das metas fiscais devem impor ainda posições menos otimistas com a Bovespa. Assim, espera-se que a bolsa paulista continue corrigindo preços no dia.
Juros: as tensões no exterior e seu efeito na depreciação da taxa de câmbio doméstica com consequências para inflação futura associado ao quadro fiscal incerto, diante das possíveis mudanças das metas fiscais, devem impor pressão de alta nos DIs de médio e longo prazo. Os vencimentos de curto prazo tendem a operar na estabilidade.
Dolar: os riscos geopolíticos externo e situação fiscal doméstica devem pesar novamente na taxa de câmbio. Vale destacar que o mercado poderá realizar algum lucro pontual, após na sessão acumular alta de 1,59% nos últimos três dias.

Fechamento dos mercados 09/08/2017

Ibovespa: a tensão geopolítica seguiu aflingindo os mercados internacionais e foi determinante para a terceira queda consecutiva do Ibovespa, que caiu 1% e perdeu o patamar dos 66 mil pontos (66.992).

Juros futuros: os a estrutura à termo de juros apresentou inclinação positiva, devido a continuidade das preocupações com o quadro fiscal e político brasileiro e com a alta do dólar no exterior. Os DIs de jan/18, jan/19 e jan/21 encerraram em 8,18% (de 8,17%), 8,10% (de 8,07%) e 9,43% (9,33%), respectivamente.

Dólar: tensões geopolíticas envolvendo Coreia do Norte e EUA e incertezas em torno da mudança da meta fiscal levaram o dólar a fechar em alta ante ao real, atingindo R$ 3,17/US$ com elevação de quase 2%.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultore