Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 11/07/2019

Brasília, 11 de julho de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: A sinalização do presidente do Fed, Jerome Powell, de corte dos juros ainda nesse mês mantêm o viés positivo nesta abertura dos mercados. A euforia com essa perspectiva da política monetária norte-americana deve ser limitada por conta da tentativa do Irã ontem de impedir um petroleiro britânico de navegar pelo Estreito de Ormuz. Bolsas europeias abriram em alta, mas sem força e trabalham no momento com volatilidade. Já os futuros de bolsas de Nova Iorque operam ligeiramente em alta. As commodities metálicas e Petróleo sobem e agrícolas caem. O dólar cede ante a maioria das divisas.

Interno: A aprovação em 1º turno da reforma da Previdência na Câmara com o placar elástico, superando em 71 votos a previsão do governo devem manter o otimismo dos agentes financeiros locais. Agora será monitorado a votação dos destaques, pois pode ocorrer perda de economia caso o parlamento ceda muito para setores de interesse. Na agenda, a projeções de alta de 0,3% das vendas no varejo de maio, ante a queda de 0,6% vista em abril, será o destaque.

Bolsa: A reação positiva das praças acionárias ao redor do globo por conta das perspectivas de queda dos juros nos EUA ainda neste mês e a aprovação da reforma da Previdência em 1º turno na Câmara com placar bem acima do esperado devem novamente impulsionar positivamente o Ibovespa.
Juros: A queda do dólar frente as demais moedas (tira pressão da inflação no curto prazo) por conta da sinalização do Fed de que os juros nos EUA tendem a cair ainda neste mês e aprovação da reforma da Previdência em 1º turno na Câmara com forte placar a favor devem impor novamente baixa dos juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: A conjuntura internacional melhor diante da previsão do presidente do Fed, Jerome Powell, de queda do juro básico nos EUA ainda neste mês e aprovação da reforma da Previdência em 1º turno na Câmara dos Deputados tendem a manter o dólar depreciado frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.