Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 11/07/2018

Brasília, 11 de julho de 2018

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: o anúncio de planos de tarifar em 10% mais US$ 200 bilhões em produtos chineses e fixação de prazo final para contestações pelos importadores americanos em 30 de agosto pelo governo dos EUA reacende os efeitos adversos, sobre a economia do mundo, da guerra comercial. A China respondeu que será forçada a impor contramedidas. Assim, os investidores amanhecem com aversão ao risco e buscam proteção em ativos considerados seguros (títulos públicos dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão etc, além da moeda americana). Por ora, bolsas europeias, futuros de bolsas de Wall Street e commodities operam em baixa, enquanto o dólar ganha valor em escala global.

Interno: o cenário externo mais adverso somado a pauta do Congresso ampliam o viés negativo dos investidores domésticos. A entrada de temas que comprometem a agenda de austeridade fiscal preocupa os operadores, haja vista que entre os assuntos polêmicos estão: a criação de 300 municípios, manutenção de benefícios tributários para a indústria de refrigerantes na Zona Franca de Manaus e exclusão de empresas do Simples Nacional. Na agenda de indicadores, a alta de 0,41% da primeira prévia do IGP-M de julho, abaixo das estimativas do mercado (0,90%) será o destaque já que isso sugere que a atividade brasileira segue fraca.

Bolsa: a volta da aversão ao risco no exterior diante da ampliação da guerra comercial entre os EUA e a China e ameaça a agenda fiscal no âmbito doméstico devem impor perdas para a Bovespa no dia.
Juros: apesar da valorização do dólar em nível global e seus efeitos sobre a inflação brasileira além da ameaça a agenda de austeridade fiscal diante da pauta no Congresso, os juros futuros devem operar em queda por conta da fraqueza da economia nacional ratificada pela leitura, bem abaixo do esperado, da primeira prévia do IGP-M.
Dólar: a alta global da moeda norte-americana, influenciada pela retomada da guerra comercial entre EUA e China e preocupçaões fiscais no âmbito local tendem a depreciar o real frente ao dólar na sessão regular.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultore