Boletim de Abertura

Abertura de Mercado – 11/03/2019

Brasília, 11 de março de 2019

NOTAS ECONÔMICAS — Abertura dos Mercados

Ambiente Financeiro:

Externo: Buscando reverter as baixas da semana passada, investidores internacionais trabalham com bom humor amparado pelas declarações positivas do presidente do Banco Central chinês, Yi Gang, em relação ao acordo comercial com os norte-americanos, bem como na afirmação de que irá ampliar ações de apoio à economia por meio de incentivos a novos empréstimos e redução de custos de financiamento. Na Europa, os rumores de que Deutsche Bank e Commerzbank planejam fusão e apostas de que até o fim desta semana será apresentado o desenho de separação do Reino Unido da União Europeia (Brexit) impulsionam os ativos no velho continente. Nos EUA, a queda do avião da Ethiopian Airlines, no final de semana, derruba os papéis da fabricante Boeing. No momento, bolsas europeias, futuros de bolsas de Nova Iorque, commodities e petróleo sobem, enquanto o dólar oscila ante as moedas de referência de referência (euro, libra inglesa e iene japonês). A divisa americana cede marginalmente frente as moedas emergentes.

Interno: o envolvimento maior do presidente Jair Bolsonaro na questão da reforma da Previdência e fala do ministro da economia, Paulo Guedes, sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Pacto Federativo e de que haverá ajuda aos Estados em dificuldades financeiras, por meio da antecipação de uma parte dos ganhos provenientes de programas de ajustes nos Estados, ajudam a direcionar o ânimo dos investidores locais.

Bolsa: o cenário externo ligeiramente positivo e sinais de maior empenho do governo para aprovar a reforma da Previdência devem impulsionar o Ibovespa no dia.
Juros: a queda marginal do dólar ante as moedas emergentes (câmbio nacional mais apreciado gera pressão da inflação no curto prazo) e notícias de maior comprometimento do governo para aprovar a reforma da Previdência tendem a direcionar para baixo os juros futuros (queda, no dia, dos custos de captação e aplicação dos bancos).
Dólar: a depreciação do dólar em relação as divisas emergentes, devido as declarações do presidente do Banco Central da China de apoio à economia do país asiático, conjugado com as notícias de maior esforço do governo para aprovar a reforma da Previdência tendem a impactar positivamente a taxa de câmbio doméstica. Assim, o dólar tende a ceder frente ao real.

Esta publicação foi produzida pela GEREI – Gerência de Relações com Investidores, e tem caráter primordialmente informativo. As opiniões e informações contidas neste relatório são estimativas referentes à data do informativo e foram elaboradas com base em dados de fontes, em princípio, confiáveis e de boa-fé, porém, não há nenhuma garantia expressa ou implícita, sobre sua exatidão. Assim, a DIRFI/GEREI não se responsabiliza por qualquer risco, perda direta ou indireta que seja consequência de imprecisão contida no relatório ou da utilização de seu conteúdo, bem como não configura qualquer garantia de rentabilidade. Todas as perspectivas de mercado derivam de nosso julgamento e podem ser alteradas tempestivamente sem aviso prévio, por conta de mudanças que possam afetar as estimativas fornecidas pela área. Ressaltamos que este trabalho não constitui nenhuma oferta de venda ou solicitação para compra de quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Elaboração: DIRFI/GEREI. Fontes: AE Broadcast, BACEN, IBGE, FGV e LCA Consultores.